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12 de abril de 2019, 15h19

80 tiros: Bolsonaro diz que houve “incidente” e que Exército não matou ninguém

"O Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de assassino. Houve um incidente", disse o presidente ao quebrar o silêncio sobre o fuzilamento do carro de uma família no Rio de Janeiro, que culminou em uma morte, por militares do Exército

Foto: Alan Santos/PR
Seis dias depois do fuzilmanento de um carro de família por militares do Exército, que resultou na morte do músico Evaldo Rosa dos Santos, Jair Bolsonaro disse, nesta sexta-feira (12), que houve um “incidente” e que o Exército não matou ninguém. Evaldo foi assassinado por um dos 80 tiros disparados pelos militares em seu carro no último domingo (7) em Guadalupe, na zona norte do Rio. “O Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de assassino. Houve um incidente. Houve uma morte. Lamentamos ser um cidadão trabalhador, honesto”, disse Bolsonaro na inauguração do aeroporto de Macapá...

Seis dias depois do fuzilmanento de um carro de família por militares do Exército, que resultou na morte do músico Evaldo Rosa dos Santos, Jair Bolsonaro disse, nesta sexta-feira (12), que houve um “incidente” e que o Exército não matou ninguém. Evaldo foi assassinado por um dos 80 tiros disparados pelos militares em seu carro no último domingo (7) em Guadalupe, na zona norte do Rio.

“O Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de assassino. Houve um incidente. Houve uma morte. Lamentamos ser um cidadão trabalhador, honesto”, disse Bolsonaro na inauguração do aeroporto de Macapá (AP).

Nove militares foram presos após o fuzilamento. Na quinta-feira (11), eles entraram com um pedido liberdade no Superior Tribunal Militar (STM). O habeas corpus foi sorteado para o ministro Lúcio Mário de Barros Góes, general do Exército. O teor do pedido de liberdade não foi divulgado.

“Está sendo apurada a responsabilidade. No Exército sempre tem um responsável. Não existe essa de jogar para debaixo do tapete”, afirmou Bolsonaro.

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