06 de dezembro de 2018, 09h43

A alternativa de Mourão diante da “deficiência individual assombrosa” de Bolsonaro, por Janio de Freitas

O colunista chama a atenção para a frase do vice Mourão, em uma palestra a empresários: "Estamos tentando criar um centro de governo"

Reprodução/Twitter

O colunista Janio de Freitas, em seu texto publicado na Folha de S.Paulo, nesta quinta-feira (6), chama a atenção para uma frase, citada de passagem pelo vice eleito Hamilton Mourão, em uma palestra a empresários: “Estamos tentando criar um centro de governo”.

Janio adverte: “Um centro de governo é um governo colegiado. Como ideia, muito atraente, para o mundo que testemunha e padece o impasse entre as insatisfatórias formas de governo. O regime brasileiro, no entanto, é presidencialista, com amplo poder administrativo e legislativo. Não sendo a ideia proveniente de uma consolidada concepção de governo, tem significados importantes sobre as circunstâncias atuais”, alerta.

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A seguir, o colunista adverte que “esse colegiado, à imagem de um estado-maior, é uma alternativa a Jair Bolsonaro”, para, então, desfilar as preocupações que o despreparo para o cargo do presidente eleito causa a todos: “por ausência de conhecimentos gerais, por imaturidade mental, por suprir suas deficiências com a crença na força e na arma, pela interpretação primária das relações mundiais. Uma carência de qualificação, mínima embora, que disseminou no país preocupações de várias ordens e, no exterior, depreciação lastimosa do Brasil”, escreve.

Janio recorda ainda “a entrega a Paulo Guedes de plenos poderes sobre os planos e escolhas da área econômico-financeira, por confessado desconhecimento do assunto pelo eleito, mesmo no nível comum, antecipou a realidade previsível no futuro governo”.

Ainda em função do despreparo do presidente eleito, o jornalista lembra que “Bolsonaro só pode ser um presidente em parte. Parte ainda menor que a exercida pelos generais Médici e Figueiredo, cujos governos foram conduzidos pelo professor Leitão de Abreu, chefe do Gabinete Civil em ambos”.

Posto isto, ele alerta que “o centro de governo que projetam é uma forma de reduzir a corrosiva disputa de influência sobre um presidente. Às quais Bolsonaro, mais do que suscetível, precisa estar oferecido. E, acima de tudo, o centro de governo é um modo aceitável de proporcionar uma instância de decisões menos sujeitas, em princípio, aos riscos de deficiência individual assombrosa”, encerra.

Leia a coluna completa na Folha

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