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20 de abril de 2019, 17h36

A carta que Alan García deixou antes de cometer suicídio

"Nestes tempos de rumores e ódios repetidos que as maiorias creem serem verdadeiros, eu vi como se utilizam de procedimentos para humilhar, causar vexame e não para encontrar verdades"

Reprodução
Por Jornal GGN  O ex-presidente do Peru, Alan García, deixou uma carta antes de cometer suicídio. Ele morreu no último dia 17 de abril após atirar contra a própria cabeça, quando policiais chegarem em sua residência para executar um mandado de prisão preventiva. García, líder do Partido Aprista, de centro-esquerda, estava sendo acusado de receber propina da construtora Odebrecht, quando presidente do país, cargo que ocupou por duas vezes: entre 1985 e 1990 e 2006 e 2011. Na última mensagem que deixou, o ex-presidente reafirmou sua inocência indicando a perseguição que sofreu pelos 30 anos de política como uma tentativa...

Por Jornal GGN 

O ex-presidente do Peru, Alan García, deixou uma carta antes de cometer suicídio. Ele morreu no último dia 17 de abril após atirar contra a própria cabeça, quando policiais chegarem em sua residência para executar um mandado de prisão preventiva.

García, líder do Partido Aprista, de centro-esquerda, estava sendo acusado de receber propina da construtora Odebrecht, quando presidente do país, cargo que ocupou por duas vezes: entre 1985 e 1990 e 2006 e 2011.

Na última mensagem que deixou, o ex-presidente reafirmou sua inocência indicando a perseguição que sofreu pelos 30 anos de política como uma tentativa frustrada de a derrotá-lo.

Ele seguiu na carta dizendo que não iria se submeter a humilhações, concluindo: “deixo aos meus filhos a dignidade das minhas decisões; aos meus colegas, um sinal de orgulho. E meu cadáver como sinal desprezo para os meus adversários porque já cumpri a missão que impus a mim mesmo”.

Confira a íntegra no Jornal GGN 

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