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07 de Março de 2013, 13h55

Mesmo com resistências, Marco Feliciano se elege presidente da CDHM da Câmara

Deputado já afirmou que continente africano é “amaldiçoado” e defendeu a "cura gay"

Deputado já afirmou que continente africano é “amaldiçoado” e que “podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime e à rejeição”

Da Redação

Marco Feliciano (PSC) é o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (Foto: Alexandre Martins/Ag. Câmara)

Apesar de todos os esforços dos deputados Jean Willis (PSOL), Luiza Erundina (PSB) e Erika Kokay (PT), o deputado e pastor Marco Feliciano, foi eleito e oficializado como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. O deputado assume a presidência da Comissão pelo período de um ano. Os parlamentares citados tentaram, por meio de questões de ordem e revisões de ata, barrar regimentalmente a posse do religioso na presidência do órgão colegiado.

Antes mesmo da votação, o deputado Domingos Dutra (PT), que deixou o cargo de presidente da Comissão, e os deputados Erika Kokay (PT), Jean Willys  (PSOL), Luiz Couto (PT-PB) e Luiza Erundina (PSB) abandonaram juntos a sessão. “Vamos sair juntos. Essa comissão não é mais a Comissão dos Direitos Humanos”, conclamou a deputada Luiza Erundina.

Os doze deputados que permaneceram na sessão elegeram Feliciano por 11 votos a favor e um em branco.

Polêmicas

Antes mesmo de ser indicado pelo PSC para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, a possibilidade do pastor assumir o cargo gerou protestos de ativistas de direitos humanos nas redes sociais. Isso porque, em 2011, o deputado usou o Twitter para afirmar que o continente africano seria amaldiçoado. “A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”, publicou.

Em outra polêmica, o pastor publicou, também no Twitter, que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime e à rejeição”. No ano passado, o pastor defendeu, em debate no plenário, os tratamentos de “cura gay”.

Marcos Feliciano nega ser racista e homofóbico

Em seu primeiro discurso como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Feliciano rechaçou as acusações de que seria racista e homofóbico. “Vocês me conhecem, sempre respeitei a todos”, declarou. “Não sou contra os gays, sou contra o ato e o casamento homossexual. Quero o lugar para poder justamente discutir isso. Vai ser debate. Vou ouvir e vou falar”, completou o deputado.