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06 de julho de 2018, 08h50

A pedido de Raquel Dodge, Fachin nega pedido de busca na casa de Marun

As buscas tinham o objetivo de avançar na apuração da relação entre Marun e a organização criminosa que cobrava propina para emitir registros sindicais no Ministério do Trabalho

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, negou pedido da Polícia Federal para realizar buscas na casa e apreensão nos endereços do secretário de Governo de Michel Temer, Carlos Marun.

Ao negar o pedido, Fachin acolheu a recomendação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Segundo ela, ainda não há elementos que comprovem a participação de Marun nos crimes investigados.

O pedido da PF foi feito ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Registro Espúrio no Supremo Tribunal Federal.

De acordo com os investigadores, as buscas tinham o objetivo de avançar na apuração da relação entre Marun e a organização criminosa que cobrava propina para emitir registros sindicais no Ministério do Trabalho. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo.

Conversas interceptadas

Ao solicitar busca contra Marun e sua chefe de gabinete, Vivianne Melo, a PF citou conversas interceptadas com alvos da operação que apontam para a participação do ministro. Segundo os investigadores, os diálogos mostram que ele valia de sua posição e cargo político para solicitar registros sindicais a entidades de seu interesse.

De acordo com os relatos da mídia, a PF afirma que Marun estaria atuando em favor do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias e Cooperativas de Carnes e Derivados, Indústrias da Alimentação de São Gabriel do Oeste (Sintrael), que é do Mato Grosso do sul, base eleitoral do ministro.

Segundo a Folha de S. Paulo, os investigadores registraram que, em 23 de maio, Júlio de Souza Bernardo, chefe de gabinete do Ministério do Trabalho preso nesta quinta-feira 5, enviou uma mensagem a Renato Araújo Júnior, ex-coordenador de Registro Sindical do Ministério do Trabalho e também detido, na qual pediu que um despacho no Diário Oficial da União fosse revertido para atender a um pedido de Marun.

O despacho determinava a retirada do termo “cooperativas” do Sintrael e excluía a cidade de São Gabriel da base territorial do Sindicato Estadual dos Trabalhadores Celetistas nas Cooperativas no Mato Grosso do Sul (Sintracoop-MS).

Com informações da Carta Capital