24 de janeiro de 2019, 06h17

À Record, Bolsonaro diz que não é justo usar o “garoto para tentar me atingir”

Após cancelar entrevista coletiva em Davos, na Suíça, Jair Bolsonaro (PSL) usou a emissora do amigo, bispo Edir Macedo, e falou que acha "uma injustiça" o que estão fazendo com o filho, Flávio Bolsonaro.

Bolsonaro, em entrevista a jornalista Ana Paula Gomes, da TV Record (Divulgação)
Após cancelar uma entrevista coletiva que daria aos jornalistas que o acompanham no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, nesta quarta-feira (23), Jair Bolsonaro (PSL) usou a emissora do amigo, bispo Edir Macedo, e falou que acha “uma injustiça” o que estão fazendo com o filho, Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), e que as ações do Ministério Público e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) visam atingi-lo. “Não é justo atingir um garoto, fazer o que estão fazendo com ele, para tentar me atingir”, disse, em entrevista a jornalista Ana Paula Gomes, da TV Record. Fórum terá um jornalista...

Após cancelar uma entrevista coletiva que daria aos jornalistas que o acompanham no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, nesta quarta-feira (23), Jair Bolsonaro (PSL) usou a emissora do amigo, bispo Edir Macedo, e falou que acha “uma injustiça” o que estão fazendo com o filho, Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), e que as ações do Ministério Público e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) visam atingi-lo.

“Não é justo atingir um garoto, fazer o que estão fazendo com ele, para tentar me atingir”, disse, em entrevista a jornalista Ana Paula Gomes, da TV Record.

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Bolsonaro afirmou que acredita na inocência do filho, que estaria sendo vítima de “acusações infundadas” e de “arbitrariedades” na investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. “Acredito nele. A pressão enorme em cima dele é para tentar me atingir”

Flávio é citado no procedimento aberto pelo Ministério Público do Rio contra o ex-assessor Fabrício Queiroz, que é investigado por movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão durante um ano, identificada pelo Coaf.

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O Coaf considerou ainda suspeitos 48 depósitos feitos em dinheiro na conta de Flávio. Os depósitos, sempre no valor de R$ 2.000, totalizando R$ 96 mil, ​foram feitos em junho e julho de 2017 no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio.

Mais cedo, Bolsonaro cancelou a entrevista coletiva que daria à imprensa nesta quarta-feira (23) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, 40 minutos antes do previsto. Segundo a Folha de S.Paulo, o assessor da Presidência Tiago Pereira Gonçalves disse a repórteres que aguardavam o presidente no hotel que o cancelamento da entrevista coletiva se deu devido à “abordagem antiprofissional da imprensa”.

Questionado sobre o cancelamento da entrevista, Bolsonaro disse que seguiu recomendação médica. “Tenho que chegar descansado no domingo em São Paulo para que eu possa me submeter a uma cirurgia bastante complexa, que todo meu abdômen será aberto novamente.”

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