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12 de dezembro de 2017, 15h39

Acampamento do MST no Pará sofre ataque de jagunços armados

Pistoleiros dispararam contra o acampamento dos sem-terra mirando, inclusive, em mulheres e crianças. Ninguém ficou ferido, mas clima é de tensão e MST teme um novo massacre, como o ocorrido em Pau D’Arco, quando dez trabalhadores rurais foram executados Por Redação  O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) denunciou, na noite desta segunda-feira (11), um novo ataque de pistoleiros contra o acampamento Hugo Chávez, em Marabá (PA). De acordo com o movimento, três caminhonetes com jagunços armados rondaram o acampamento, que reúne centenas de famílias, atirando nos trabalhadores – muitos dos disparos, inclusive, teriam sido direcionados contra mulheres e...

Pistoleiros dispararam contra o acampamento dos sem-terra mirando, inclusive, em mulheres e crianças. Ninguém ficou ferido, mas clima é de tensão e MST teme um novo massacre, como o ocorrido em Pau D’Arco, quando dez trabalhadores rurais foram executados

Por Redação 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) denunciou, na noite desta segunda-feira (11), um novo ataque de pistoleiros contra o acampamento Hugo Chávez, em Marabá (PA). De acordo com o movimento, três caminhonetes com jagunços armados rondaram o acampamento, que reúne centenas de famílias, atirando nos trabalhadores – muitos dos disparos, inclusive, teriam sido direcionados contra mulheres e crianças.

Felizmente ninguém ficou ferido, mas o MST já acionou a polícia e está em alerta, temendo um massacre como o ocorrido em Pau D’Arco, em maio deste ano, quando dez trabalhadores rurais foram executados.

“Há muito que as famílias denunciam os ataques que sofrem por parte de grupos armados a mando dos fazendeiros Rafael Saldanha e Osvaldo Saldanha, que junto a inércia dos governos estadual e federal e da PM em evitar que tais ações aconteçam, acirram a situação”, denunciou, em nota, o MST.

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O acampamento está instalado na fazenda Santa Teresa e já sofreu outros ataques de pistoleiros que trabalham para os posseiros. Nesta quarta-feira (13), termina o prazo concedido pela Justiça para que os sem-terra permaneçam na área e, segundo o movimento, já estava sendo organizada uma saída pacífica.

O novo ataque, no entanto, gerou um clima de medo e fez com que as lideranças, junto ao movimento, decidissem permanecer no local em um gesto de resistência. “Decidimos suspender o desmonte do acampamento e resistir até a última possibilidade por falta de segurança às famílias sem-terra”, diz o MST.

O caso já está sendo investigado por uma equipe da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá. Uma equipe da Polícia Militar foi deslocada ao município para acompanhar a situação.

Foto: NINJA

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