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04 de novembro de 2016, 19h50

Ação da PM em escola do MST nem cumpriu seu objetivo inicial

O objetivo da operação, segundo a PM, era na verdade cumprir um mandado de prisão contra uma pessoa que sequer foi encontrada no local.  Por Redação A ação de policiais do GARRA (Grupo Armado de Repressão a Roubos) na manhã desta sexta-feira (04) na Escola Florestan Fernandes, que pertence ao movimento MST, não cumpriu seu objetivo inicial. Segundo a PM, a operação foi realizada para cumprir um mandado de prisão contra Margareth Barbosa de Souza, porém mesmo depois de todo o episódio que envolveu cerca de 10 viaturas e foi feito com uso de violência, a pessoa procurada não estava lá...

O objetivo da operação, segundo a PM, era na verdade cumprir um mandado de prisão contra uma pessoa que sequer foi encontrada no local. 

Por Redação

A ação de policiais do GARRA (Grupo Armado de Repressão a Roubos) na manhã desta sexta-feira (04) na Escola Florestan Fernandes, que pertence ao movimento MST, não cumpriu seu objetivo inicial. Segundo a PM, a operação foi realizada para cumprir um mandado de prisão contra Margareth Barbosa de Souza, porém mesmo depois de todo o episódio que envolveu cerca de 10 viaturas e foi feito com uso de violência, a pessoa procurada não estava lá e nem sequer foi localizada.

De acordo com relatos, vídeos e fotos tiradas no local, os policiais dispararam tiros de armas letais e ameaçaram as cerca de 200 pessoas que estavam na escola no momento da operação. Um vídeo publicado pelo MST mostra a maneira como os policiais agiram.

A PM diz que o uso de armas letais foi necessário porque “os policiais foram recebidos com violência e que quatro agentes ficaram feridos”.

“Cerca de duzentas pessoas que estavam presentes tentaram desarmar os agentes e quatro deles ficaram feridos”, diz a nota.

Em resposta, o MST diz que o objetivo da operação é “criminalizar lideranças de acampamentos” no Paraná e e que “os vídeos já falam por si”.

“O objetivo da operação é prender e criminalizar as lideranças dos Acampamentos Dom Tomás Balduíno e Herdeiros da Luta pela Terra, militantes assentados da região central do Paraná. Até o momento foram presos seis lideranças e estão a caça de outros trabalhadores, sob diversas acusações, inclusive organização criminosa”, escreveram em uma nota publicada no site do movimento.

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