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23 de maio de 2017, 16h16

Ação desastrada: Doria manda demolir prédio na Cracolândia e ao menos três pessoas ficam feridas

“Não somos lixo, somos gente”, afirmaram pessoas que moravam no imóvel que veio abaixo após ação desastrada da prefeitura, que demoliu prédio ao lado. Ao menos três pessoas ficaram feridas na operação que não se preocupou em evacuar todos os imóveis das imediações. Medida faz parte da “limpeza” da Cracolândia que vem sendo promovida por Doria Por Redação O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), na operação de guerra que reprimiu moradores de rua e dependentes químicos da região da Cracolândia no último final de semana, havia afirmado que acabaria com o programa de redução de danos “De Braços...

“Não somos lixo, somos gente”, afirmaram pessoas que moravam no imóvel que veio abaixo após ação desastrada da prefeitura, que demoliu prédio ao lado. Ao menos três pessoas ficaram feridas na operação que não se preocupou em evacuar todos os imóveis das imediações. Medida faz parte da “limpeza” da Cracolândia que vem sendo promovida por Doria

Por Redação

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), na operação de guerra que reprimiu moradores de rua e dependentes químicos da região da Cracolândia no último final de semana, havia afirmado que acabaria com o programa de redução de danos “De Braços Abertos” e que demoliria os hotéis e pensões que abrigavam os beneficiários do programa. Conforme prometido, o prefeito iniciou a operação de demolição na tarde desta terça-feira com a destruição de um prédio na rua Dino Bueno. A prefeitura só se esqueceu de evacuar, como em qualquer operação do tipo, todos os imóveis da região.

A demolição do prédio acabou afetando um imóvel ao lado, onde parte da estrutura veio abaixo. De acordo com testemunhas, no local havia algumas pessoas que não haviam sido avisadas da demolição e estavam dormindo. Ao menos três ficaram feridas e o corpo de bombeiros segue procurando por mais vítimas entre os escombros.

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“Não somos lixo, somos gente”, diziam os moradores do prédio que foi abalado. Uma das moradoras, gŕavida, disse ao portal G1 que queria ser ressarcida pelas perdas, já que pagava todos os impostos do local onde morava.

Antes do desabamento, o secretário municipal de Justiça havia afirmado que a demolição só seria realizada após o mapeamento da área e a devida remoção de todos os moradores. Algo que, pelo visto, não aconteceu.

O prefeito João Doria chegou a ir ao local hoje antes da demolição, mas foi embora antes que a tragédia acontecesse.

Procurada pela reportagem, a prefeitura de São Paulo afirmou que só se pronunciaria sobre o caso em uma coletiva de imprensa marcada para começar às 16h.

Foto: Reprodução/TV Globo

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