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20 de setembro de 2018, 11h09

Ações de fabricante de armas disparam com crescimento de Bolsonaro nas pesquisas

As ações da companhia da Forja Taurus, maior fabricante de armas do país, subiram 23%

Bolsonaro no hospital Albert Einstein. Foto: Twitter
Após a divulgação da pesquisa Ibope, onde o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 28% das intenções de voto, as ações da companhia da Forja Taurus, maior fabricante de armas do país, subiram 23%. Desde o início do mês, com o crescimento nas pesquisas do candidato que defende o porte de armas de fogo como instrumento de defesa pessoal, os papéis mais que dobraram de valor. Além da subida do candidato, a empresa também tem sido ajudada por outros fatores, como a alta do dólar e o bom momento da economia americana. No primeiro semestre, as vendas cresceram 23%, para 430 milhões...

Após a divulgação da pesquisa Ibope, onde o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 28% das intenções de voto, as ações da companhia da Forja Taurus, maior fabricante de armas do país, subiram 23%.

Desde o início do mês, com o crescimento nas pesquisas do candidato que defende o porte de armas de fogo como instrumento de defesa pessoal, os papéis mais que dobraram de valor.

Além da subida do candidato, a empresa também tem sido ajudada por outros fatores, como a alta do dólar e o bom momento da economia americana. No primeiro semestre, as vendas cresceram 23%, para 430 milhões de reais — 83% desse total foi para o mercado externo. Com isso, o Ebitda (lucro antes de impostos e amortizações) saiu de 5 milhões de reais negativos no primeiro semestre do ano passado para 73 milhões positivos de janeiro a junho de 2018.

A Taurus tem outro aliado nos EUA: o presidente americano, Donald Trump, que também apoia o porte de armas.

A Associação Nacional de Rifles (NRA) investiu 30 milhões de dólares na campanha à presidência de Trump em 2016, de acordo com a Bloomberg. Com medo de um controle mais rigoroso da posse de armas durante o governo democrata, a demanda dessas fabricantes subia a cada novo tiroteio em massa.

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Em 2015, tanto a fabricante Smith & Wesson quanto a concorrente Sturm, Ruger and Company aproximadamente duplicaram seu valor de mercado. Mas em novembro de 2016, com a vitória de Trump e a percepção de que o controle de armas seria mais permissivo, as ações da Smith & Wesson caíram 10,21%, enquanto as da Sturm encolheram 12,29%.

Leia mais sobre o assunto na Exame

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