20 de julho de 2018, 08h31

Acordo com Alckmin pode dar ao ‘centrão’ poderes inéditos

Se fechado o acordo, o grupo ficaria com a presidência da Câmara, do Senado e ainda a vice-presidência

Foto: Sérgio Vale/Secom

Conforme informa o Painel, da Folha, o acordo do “centrão”, fechado entre DEM e PP, com Geraldo Alckmin (PSDB) abre brecha para o grupo exercer poder de tutela inédito na história recente sobre um mandatário do país. Além da presidência da Câmara, que já está acertada desde o início das negociações, o consórcio indicaria também o vice do tucano e teria número suficiente para eleger o novo presidente do Senado. Aposta-se que caberá ao PP apontar o nome.

O acordo entre Alckmin e o “centrão” foi forjada em cima da tese da repartição do poder. Somados, eles praticamente garantem a recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara e, a números de hoje, chegam a 32 senadores. “Ninguém terá isso”, reconheceu um tucano.

A história recente da Câmara é de alternância de poder entre PT e MDB no comando das duas casas Legislativas, de 2003 a 2016. Na Câmara, só houve duas exceções: Aldo Rebelo, à época no PC do B, chefiou a Casa de 2005 a 2007. Foi sucedido por Severino Cavalcanti (PE) que, no PP, segurou-se pouquíssimo tempo no cargo.

O MDB controla o Senado desde 2001. Só houve um intervalo, em 2007, quando Tião Viana (PT-AC) assumiu a Casa após renúncia de Renan Calheiros (MDB-AL), e agora corre o risco de ficar de fora.