25 de maio de 2018, 07h37

Acordo não mostra resultado e manifestação de caminhoneiros chega ao quinto dia

Protestos atingem pelo menos dez estados

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O acordo anunciado entre governo federal e lideranças do movimento dos caminhoneiros não desmobilizaram as manifestações em 21 estados e no Distrito Federal nesta sexta-feira (25). Em São Paulo, os caminhoneiros continuam bloqueando a Rodovia Règis Bittencourt, na altura do Rodoanel. A prefeitura da capital paulista anunciou a suspensão do rodízio de veículos e da coleta de lixo. Cerca de 30% da frota de ônibus da cidade ficará na garagem em razão da escassez de combustível.

Em Santos,litoral paulista, a manifestação segue impedindo a entrada e saída no porto. No Rio Grande do Sul, são pelo menos 16 pontos de protestos nas rodovias estaduais e federais. A prefeitura de Porto Alegre decretou situação de emergência. No Rio de Janeiro, não há registros de bloqueios na Região Metropolitana, mas os caminhões-tanque da Petrobras não saíam da garagem na manhã desta sexta-feira. Em Manaus, a manifestação bloqueia estradas federais e estaduais e cerca de 20% da frota de ônibus deixou de circular na cidade. No Recife, apenas metade da frota de ônibus está nas ruas. Em Teresina (PI), a redução alcança 30%.

Em Porto Alegre (RS), Palmas (TO) ,Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro as associações de donos de postos de gasolina afirmam que quase toda a totalidade dos estabelecimentos estão sem combustível. No Distrito Federal, quatro voos foram cancelados no Aeroporto de Brasília por falta de combustível.

Governo anunciou acordo

Em coletiva de imprensa concedida na noite desta quinta-feira (24), o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou que, após uma reunião de mais de 6 horas com representantes da categoria dos caminhoneiros, foi fechado um acordo para suspender a greve, que dura desde segunda-feira (21), por quinze dias.

De acordo com o ministro, a desmobilização da paralisação começará ainda hoje. No acordo, foi firmado com os caminhoneiros que a greve seria suspensa por 15 dias, quando será feita uma nova reunião entre a categoria e o governo para avaliar o cumprimento dos compromissos estabelecidos.

“As entidades reconhecem o empenho do governo federal em buscar soluções para atender às demandas das categorias representadas pelas entidades, bem como se comprometem a apresentar aos manifestantes o presente termo para a suspensão do movimento paredista por 15 dias, quando será realizada nova reunião com o governo federal para acompanhamento do adimplemento dos compromissos estabelecidos nesse termo”, diz o texto do acordo lido por Padilha.