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11 de junho de 2019, 08h34

Acuado, Moro vai ao Twitter e diz que jornalista d’O Globo também foi hackeado por “grupo criminoso”

Compartilhando uma reportagem do jornal O Globo, Moro diz que "além de juízes e procuradores, jornalistas também tiveram celulares hackeados pelo mesmo grupo criminoso", buscando apoio no mesmo grupo de comunicação que divulgava informações vazadas pela Lava Jato

Moro na GloboNews (Reprodução/GloboNews)
Acuado diante da divulgação de conversas espúrias com procuradores da Lava Jato quando atuava como juiz dos casos investigados pela operação, o ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PSL), Sergio Moro voltou às redes sociais na manhã desta terça-feira (11) para atacar o que ele chama de “grupo criminoso” que vazou as informações ao site The Intercept. Compartilhando uma reportagem do jornal O Globo desta terça-feira (11), Moro diz que “além de juízes e procuradores, jornalistas também tiveram celulares hackeados pelo mesmo grupo criminoso”, buscando apoio no mesmo grupo de comunicação que divulgava informações vazadas pela Lava Jato. Além de...

Acuado diante da divulgação de conversas espúrias com procuradores da Lava Jato quando atuava como juiz dos casos investigados pela operação, o ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PSL), Sergio Moro voltou às redes sociais na manhã desta terça-feira (11) para atacar o que ele chama de “grupo criminoso” que vazou as informações ao site The Intercept.

Compartilhando uma reportagem do jornal O Globo desta terça-feira (11), Moro diz que “além de juízes e procuradores, jornalistas também tiveram celulares hackeados pelo mesmo grupo criminoso”, buscando apoio no mesmo grupo de comunicação que divulgava informações vazadas pela Lava Jato.

A reportagem divulgada por Moro informa que o jornalista Gabriel Mascarenhas, d’O Globo, teve sua conta no aplicativo de troca de mensagens Telegram invadida por um hacker no dia 11 de maio.

Segundo a reportagem, após a invasão, o hacker, se passando pelo jornalista, enviou mensagens intimidadoras ao procurador regional da República Danilo Pinheiro Dias.

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O invasor dizia que precisava falar com Deltan Dallagnol, da Lava-Jato em Curitiba, pois tinha informações de que a operação estaria em risco.
Afirmava que fora procurado por uma terceira pessoa, que teria invadido perfis de outros investigadores e lhe passado materiais sigilosos que comprometeriam a investigação.

O jornal, no entanto, não diz que a invasão foi feita pelo mesmo grupo que vazou as conversas de Moro com investigadores da Lava Jato.

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