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05 de junho de 2013, 23h02

Acúmulo de cargos de Afif é ‘inconveniente’, diz Comissão de Ética de SP

Polêmica atinge PSDB; senador Aloysio Nunes é criticado por sair em defesa de vice-governador

Polêmica atinge PSDB; senador Aloysio Nunes é criticado por sair em defesa de vice-governador Por Igor Carvalho Possível perda de mandato de Afif fez com que tucanos trocassem agressões verbais em público (Foto: Agência Brasil) A Comissão de Ética do Estado de São Paulo considerou o acúmulo de cargos do vice-governador Guilherme Afif (PSD) como “inconveniência e impossibilidade.” Afif foi nomeado ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Dos cinco membros da comissão, três votaram contra o acúmulo das funções, um dos integrantes pediu vistas do processo e impediu que o caso fosse encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado...

Polêmica atinge PSDB; senador Aloysio Nunes é criticado por sair em defesa de vice-governador

Por Igor Carvalho

Possível perda de mandato de Afif fez com que tucanos trocassem agressões verbais em público (Foto: Agência Brasil)

A Comissão de Ética do Estado de São Paulo considerou o acúmulo de cargos do vice-governador Guilherme Afif (PSD) como “inconveniência e impossibilidade.” Afif foi nomeado ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Dos cinco membros da comissão, três votaram contra o acúmulo das funções, um dos integrantes pediu vistas do processo e impediu que o caso fosse encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), fato que será feito quando o voto for declarado.

Na Alesp, os parlamentares deverão considerar a possibilidade da perda do mandato de Afif. “Não só do ponto de vista jurídico, mas especialmente do ponto de vista da ética pública, a conclusão que a meu ver se impõe é a de que a acumulação de funções de Vice-Governador de um Estado da federação com a de Ministro de Estado é indevida e altamente inconveniente”, afirmou o relator do processo na comissão, Eduardo Muylaert.

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Em seu parecer, Muylaert explica que Afif poderia prestar serviços como Secretário de Estado, “no qual prestará auxílio ao Governador com ele eleito”, mas nunca como Ministro de Estado. A tese é baseada na Constituição de 1988, que garante a separação dos Poderes e esferas autônomas de competência administrativa.

José Geraldo Filomeno, um dos integrantes da comissão, irá produzir outro relatório, que pretende encaminhar ao Ministério Público, solicitando que sejam tomadas providências sobre o fato.

“Imbecil”

A possível perda do mandato de Affi já levanta debates acalorados entre parlamentares do PSDB. O senador Aloysio Nunes defendeu o vice-governador em artigo publicado na Folha de S. Paulo.

Em resposta, no Twitter, o deputado estadual Pedro Tobias afirmou que o senador não o “surpreende” com a defesa de Afif. “Ele sempre teve atitudes pró Kassab, foi contra o Geraldo na campanha de prefeito de SP. Quem sabe não é o momento dele fazer as malas e ir pro PSD?”

Nunes não gostou do que leu e partiu ao ataque, chamando o deputado de “imbecil”, mas preferiu não responder sobre sua ligação com o ex-prefeito Gilberto Kassab e seu partido, o PSD.

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Encerrando o assunto, até o momento, Tobias afirmou que “imbecil é aquele que vai contra a militância que o elegeu.”

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