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19 de fevereiro de 2014, 17h07

Azeredo, réu no mensalão tucano, renuncia ao mandato e deputado

Carta de renúncia foi entregue pelo filho do mandatário nesta tarde; quem deve assumir é Edmar Moreira, o "deputado do castelo"

Carta de renúncia foi entregue pelo filho do mandatário nesta tarde; quem deve assumir é Edmar Moreira, o “deputado do castelo” Por Redação Com a renúncia, Azeredo deve evitar julgamento pelo STF (Foto: Blog do PSDB de Minas Gerais) Acusado de comandar o esquema de corrupção apelidado de mensalão tucano, o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) renunciou ao mandato nesta quarta-feira (19). Seu filho, Renato Azeredo, entregou a carta de renúncia ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), no início da tarde. No último dia 7, a Procuradoria-Geral da República sugeriu a prisão de Azeredo, alegando que ele teria...

Carta de renúncia foi entregue pelo filho do mandatário nesta tarde; quem deve assumir é Edmar Moreira, o “deputado do castelo”

Por Redação

Com a renúncia, Azeredo deve evitar julgamento pelo STF (Foto: Blog do PSDB de Minas Gerais)

Acusado de comandar o esquema de corrupção apelidado de mensalão tucano, o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) renunciou ao mandato nesta quarta-feira (19). Seu filho, Renato Azeredo, entregou a carta de renúncia ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), no início da tarde.

No último dia 7, a Procuradoria-Geral da República sugeriu a prisão de Azeredo, alegando que ele teria desviado recursos de empresas estatais mineiras para financiar sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998.

A renúncia é vista como estratégica por alguns tucanos, já que o foro privilegiado exclusivo a parlamentares deixaria de existir. Assim, o processo, perto de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), poderia retornar à primeira instância.

O suplente de Azeredo, Ruy Adriano Borges Muniz (DEM-MG), está a frente da prefeitura de Montes Claros e, por isso, não deve assumir. O segundo suplente é Edmar Moreira (PR-MG), que ganhou fama em 2009 por ser dono de um castelo, avaliado em 40 milhões de reais, no interior de Minas.

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Moreira, à época deputado federal, foi denunciado por não ter declarado o imóvel em sua prestação de contas na campanha de 2006. Ele, que precisou se desligar do cargo de corregedor da Câmara, é o nome mais provável para herdar o mandato.

 

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