07 de dezembro de 2018, 10h45

Advogado alega em ação que juiz tem apelido de “Capitão Gay” e é “depravado”

Ao se defender de ação por injúria, o advogado disse ainda que o juiz exerce a prática de homossexualismo em bairros de Santos, no litoral paulista

O advogado Valdir Montanari, residente em Santos, no litoral de São Paulo, afirmou, em defesa preliminar de uma ação contra ele, que o juiz Frederico dos Santos Messias “ostenta nos meios em que circula o apelido de Capitão Gay”.

No seu processo de defesa preliminar, o advogado afirma que o juiz “tem um milhão de defeitos”, sendo que “um deles é se achar superior a Deus”. No trecho seguinte, Montanari, que também é físico nuclear e jornalista, chama o juiz de “depravado”.

Foto: Reprodução

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“Outro fato é o de ficar circulando pelas cercanias dos bairros Gonzaga, Vila Rica e adjacências, exercendo a prática de homossexualismo. Ou seja, é um juiz depravado, que não sabe se comportar como mandam os preceitos da magistratura”, cita no item 17.

Montanari foi suspenso, em junho do ano passado, por seis meses por ameaçar o juiz durante outro processo. Na época, ao pedir a extinção de uma ação de reintegração de posse ao juiz Frederico Messias, da 4ª Vara Cível, ele escreveu frases como “Farei de tudo para ‘melar’ sua maldita carreira de ‘magistrado'”; “De magistrado vossa excelência só tem a pretensão”; “Frederiquinho: sua batata está assando”.

O caso mais recente também aconteceu em Santos, depois que o juiz Frederico dos Santos, que responde pela 4ª Vara Cível, fez uma representação contra Montanari no Ministério Público. O magistrado aponta que o advogado cometeu crime de injúria.

O advogado acrescenta, ainda, que não é homofóbico, mas que não admitirá comportamento “reprovável” por parte do juiz. Se necessário, Montanari afirma que testemunhas comprovarão em juízo que Frederico dos Santos “ostenta nos meios em que circula o apelido de Capitão Gay”.

O juiz afirmou ao G1, na última quinta-feira (6), que não possui mais processos “deste senhor sob minha condução”, e que como há ação criminal contra Valdir, está impedido de se manifestar sobre o caso.

A Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) afirma que não vai comentar “o processo relacionado às agressões”, porque é interessada no processo, que tramita em segredo de Justiça.

A Fórum tentou contato com o advogado, mas até o momento não obteve resposta.

Com informações do G1

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