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30 de janeiro de 2018, 10h02

Advogado australiano vai à ONU para denunciar perseguição a Lula

Referência mundial em direito internacional, Geoffrey Robertson afirma que o sistema judiciário brasileiro impede que o ex-presidente tenha um julgamento “justo”; documento de dez páginas foi enviado à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra.

Referência mundial em direito internacional, Geoffrey Robertson afirma que o sistema judiciário brasileiro impede que o ex-presidente tenha um julgamento “justo”; documento de dez páginas foi enviado à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra. Da Redação* Contratado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para defendê-lo em cortes internacionais, o advogado australiano Geoffrey Robertson diz que o sistema judiciário brasileiro é “arcaico”. Para o advogado, isso impede que Lula tenha um julgamento “justo” nas ações criminais a que responde. Ativista internacional dos direitos humanos, ele diz ter presenciado na semana passada, no julgamento que condenou Lula a 12...

Referência mundial em direito internacional, Geoffrey Robertson afirma que o sistema judiciário brasileiro impede que o ex-presidente tenha um julgamento “justo”; documento de dez páginas foi enviado à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra.

Da Redação*

Contratado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para defendê-lo em cortes internacionais, o advogado australiano Geoffrey Robertson diz que o sistema judiciário brasileiro é “arcaico”. Para o advogado, isso impede que Lula tenha um julgamento “justo” nas ações criminais a que responde. Ativista internacional dos direitos humanos, ele diz ter presenciado na semana passada, no julgamento que condenou Lula a 12 anos e um mês de prisão, “indícios de viés”, listados por ele em documento de dez páginas enviado na noite desta segunda (28) à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra (Suíça). As informações são de Carolina Freitas e André Guilherme Vieira, do Valor.

Robertson diz que é “bizarro e surpreendente” ter visto o procurador-regional da República [Maurício Gerum] sentado ao lado do juiz [desembargador-presidente da 8ª Turma do TRF-4, Leandro Paulsen]. “Mostra fotograficamente o viés da Corte”. Ele critica também o fato de os magistrados irem para o julgamento com votos escritos, praxe em todos os tribunais brasileiros. “Ninguém estava ouvindo a defesa, pois os juízes já tinham seus votos escritos. Nada do que pudesse ser dito teria algum efeito. É um exemplo de como o processo legal no Brasil é surpreendente para visitantes”.

Veja também:  Bolsonaro cancela segundo evento da ONU sobre mudanças climáticas no Brasil

*Com informações do Valor e do Brasil 247

Foto: Carlos Alberto/PT no Senado

 

 

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