17 de dezembro de 2018, 09h08

Advogado de João de Deus acusa vítima: “era prostituta com passado de extorsão”

Após se entregar à polícia em Abadiânia neste domingo (16), médium prestou depoimento. "Ele não admite. Apresenta suas versões e cabe à polícia provar", afirmou o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes..

Reprodução/Montagem

O advogado Alberto Toron, que faz a defesa de João de Deus, afirmou que a holandesa Zehira Lieneke, que fez uma das primeiras denúncias contra o médium, era prostituta e tinha um passado de extorsão. As informações são da edição desta segunda-feira (17) da Folha de S.Paulo.

“Essa holandesa, estou recebendo informações, com um dossiê, de que tem um passado nada recomendável, o que pode descredibilizar sua palavra. Era uma prostituta e tinha um passado de extorsão”, afirmou o advogado, para quem as pessoas só querem se aproveitar do dinheiro do médium.

“O fato de ter sido prostituta, por si só, não a descredibiliza, mas é preciso ver o contexto da vida dessa mulher para ver se ela tem crédito ou não. Isso não fizemos ainda”, acrescentou.

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Depoimento à polícia
Após se entregar à polícia em Abadiânia (GO) por volta das 16h30 deste domingo (16), João de Deus prestou depoimento. “Ele não admite. Apresenta suas versões e cabe à polícia provar”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes.

O médium falou por mais de duas horas a duas delegadas da Polícia Civil e teria respondido a todas as perguntas. O advogado explicou que, no depoimento, João de Deus atribuiu a existência de centenas de denúncias a uma perseguição. “Ele acha que tem gente que o quer destruir.”

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O médium não foi questionado sobre suas finanças, mas Toron negou neste que o médium tenha retirado R$ 35 milhões de suas contas bancárias.

“O dinheiro não foi sacado. Apenas ele baixou de aplicações, ou seja, não houve nenhuma movimentação. Não saiu do banco”, afirmou. “Ninguém saca R$ 30 milhões do banco. Ele simplesmente baixou suas aplicações para fazer frente a necessidades dele.”

Nesta segunda (17), o advogado vai pedir que a prisão de seu cliente seja revogada ou, caso não tenha sucesso, que ela seja substituída pela detenção em regime domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de voltar ao trabalho.

João de Deus dividirá uma cela de 16 metros quadrados com mais três presos. Só poderá receber visitas, exceto de advogados, em 30 dias.

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