14 de março de 2018, 08h25

Aécio não informou à Junta Comercial, onde os dados são públicos, aumento de patrimônio

O senador mineiro informou apenas a Receita, cujos dados são sigilosos

Segundo a Folha de S. Paulo, documentos da Junta Comercial de Minas Gerais mostram que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) não informou ao órgão R$ 6,6 milhões da venda de suas cotas na rádio Arco Íris, de Belo Horizonte, à sua irmã Andrea, em 2016.

Ele atestou que o negócio ficou em R$ 88 mil.

O valor de R$ 6,6 milhões foi informado por Aécio em seu Imposto de Renda à Receita, sigilosa por lei. Os dados da junta são públicos.

O sigilo do IR foi quebrado no final de 2017 por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) em processo que tramita paralelamente ao inquérito que investiga um pedido de R$ 2 milhões feito pelo senador ao dono da empresa de carnes JBS, Joesley Batista.

Conforme matéria publicada na terça-feira (13), documentos da Receita Federal revelam que o patrimônio declarado do senador Aécio Neves (PSDB-MG) triplicou após a eleição de 2014, quando foi derrotado por Dilma Rousseff (PT). O salto foi de R$ 2,5 milhões em 2015 para R$ 8 milhões em 2016.

O crescimento é resultado de uma operação financeira entre Aécio e sua irmã Andrea Neves envolvendo cotas que o senador detinha em uma rádio, a Arco Íris, da qual foi sócio durante seis anos.

Em nota à Folha, a assessoria de Aécio disse que o parlamentar adotou procedimento correto, previsto pela legislação, ao deixar de informar à junta o valor real da venda das cotas. “Pelas leis brasileiras, o valor do capital social é imutável e sofrerá alterações somente quando houver aprovação de aumentos ou diminuições do mesmo”, declarou.

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