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23 de dezembro de 2014, 12h32

“Não mesmo”: Aécio Neves já jogou a toalha para 2018?

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) disse que não pensa em ser novamente candidato na próxima eleição presidencial em 2018 e chega a validar o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, como um bom nome para o pleito Por Vinicius Gomes O senador por Minas Gerais Aécio Neves […]

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) disse que não pensa em ser novamente candidato na próxima eleição presidencial em 2018 e chega a validar o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, como um bom nome para o pleito

Por Vinicius Gomes

O senador por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB), candidato derrotado à Presidência da República em 2014, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que não cogita se candidatar novamente em 2018 e aponta o governador paulista Geraldo Alckmin, como um nome forte para representar a sigla na disputa.  “Talvez já tenha cumprido o meu papel. O candidato vai ser aquele que tiver as melhores condições de enfrentar o governo”, disse. “Meu papel é manter a oposição forte. O governador de São Paulo é um nome colocado e tem todas as condições. Outros nomes serão lembrados. Seria um erro antecipar este processo”, acrescentou, citando o correligionário Geraldo Alckmin.

Na entrevista, Aécio também negou a trabalhar com a hipótese de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) e que não planeja participar dos protestos anti-Dilma, que têm ocorrido principalmente na capital paulista. O senador foi criticado recentemente por Lobão, um dos principais porta-vozes do movimento, por não comparecer na manifestação do último dia 6 de dezembro – quando ele próprio havia sido uma das pessoas que convocou, por WhatsApp, a população a ir para as ruas. Na ocasião, Aécio Neves estava em uma praia em Santa Catarina.

Aécio aproveitou também para alfinetar as recentes decisões de Dilma na política econômica do país, de acordo com o tucano, Joaquim Levy, próximo ministro da Fazenda, enfrentará mais resistência da base do governo do que da oposição, já que “é um corpo estranho neste processo” e que não acredita que o governo Dilma vai conseguir amenizar o clima de desconfiança.

Quanto aos impostos, cortes e ajustes no seguro-desemprego, Aécio afirma que o governo “vai provar do próprio veneno” – uma vez que, segundo ele, para se alcançar o superávit proposto pela nova equipe, de 1,2% do PIB, seria preciso um ajuste em 2015 de R$ 100 bilhões. “De onde vai vir isso”, questiona Aécio.

Foto de Capa: Reprodução