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21 de julho de 2013, 13h48

AfroReggae encerra as atividades no Alemão após ameaças de traficantes

Segundo José Júnior, o pastor Marcos Pereira, acusado de estuprar fiéis, está por trás das ameças e ataques à ONG

Segundo José Júnior, o pastor Marcos Pereira, acusado de estuprar fiéis, está por trás das ameças e ataques à ONG

Por Igor Carvalho

Segundo José Júnior,  o pastor Marcos Pereira estaria por trás das ameaças da ONG (Foto: AfroReggae)

Há 12 anos instalada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, a organização não governamental (ONG) AfroReggae decidiu encerrar as atividades no local, após sofrer ameaças de traficantes. José Júnior, fundador do grupo, afirmou, em entrevista à Agência Brasil, que o pastor Marcos Pereira, preso por suspeita de estuprar fiéis de sua igreja, é um dos comandantes do tráfico na região e responsável pelas ameaças que  levaram ao fechamento da sede.

Júnior afirma que Pereira “é um dos líderes do crime no Rio”. Ainda sobre os incidentes que obrigaram o fim das atividades do AfroReggae, o fundador explica. “Recebemos ameaças de morte, disseram que iam matar a gente, pessoas inocentes, iam [jogar] bomba.”

“A gente não pode colocar ninguém em risco, por isso, decidimos fechar as portas”, completou Júnior. Na última terça-feira (16), a sede do AfroReggae sofreu um incêndio, que está sendo investigado pela Polícia Civil.

O Complexo do Alemão conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), mesmo assim, José Junior afirma que se o grupo decidisse permanecer no Alemão, funcionários e usuários do projeto correriam riscos.