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02 de outubro de 2018, 09h38

Agência de classificação S&P Global diz que risco Bolsonaro é maior do que Haddad

"O candidato do PT não é um outsider, mas Bolsonaro é, o que aumenta o risco de incoerência ou de atrasos em ter as coisas feitas depois das eleições", diz o analista de ratings

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O analista de ratings soberanos da S&P Global para a América Latina, Joydeep Mukherji, alertou investidores, nesta segunda-feira (11), sobre a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). Em seminário online sobre a região, realizado trimestralmente, ele disse que a eleição de um outsider como Bolsonaro eleva o risco de falta de coerência ou de atrasos na proposição de medidas de ajuste econômico necessárias no Brasil. “O candidato do PT não é um outsider, mas Bolsonaro é, o que aumenta o risco de incoerência ou de atrasos em ter as coisas feitas depois das eleições”, diz o analista. O jornal Folha de S.Paulo destaca a leitura da agência de risco...

O analista de ratings soberanos da S&P Global para a América Latina, Joydeep Mukherji, alertou investidores, nesta segunda-feira (11), sobre a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). Em seminário online sobre a região, realizado trimestralmente, ele disse que a eleição de um outsider como Bolsonaro eleva o risco de falta de coerência ou de atrasos na proposição de medidas de ajuste econômico necessárias no Brasil.

“O candidato do PT não é um outsider, mas Bolsonaro é, o que aumenta o risco de incoerência ou de atrasos em ter as coisas feitas depois das eleições”, diz o analista.

O jornal Folha de S.Paulo destaca a leitura da agência de risco para o cenário eleitoral brasileiro no que diz respeito às rejeições dos líderes das pesquisas: “a leitura da S&P é que as taxas de rejeição dos dois candidatos que lideram as pesquisas no Brasil – Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) – são altas por razões diferentes, mas ainda é difícil saber quem irá vencer”.

Para ele, há muito a ser feito na agenda do novo presidente –com destaque para a reforma da Previdência– e isso pode afetar diretamente a nota de crédito do país.

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“Essa é a nossa preocupação no futuro: o quão rapidamente e efetivamente o novo líder vai lidar com essas questões”, disse.

 

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