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12 de março de 2019, 08h33

“Ainda falta a resposta mais urgente e necessária: quem mandou matar?”, indaga viúva de Marielle

"Essa resposta e a condenação final de todos os envolvidos, o Estado deve a todas e todos que sofrem com a perda de Marielle e à própria democracia", disse Mônica Benício

Mônica Benício e Marielle Franco (Arquivo pessoal)
Após a prisão no mesmo condomínio onde mora Jair Bolsonaro (PSL) no Rio de Janeiro do sargento da PM, Ronnie Lessa, acusado de executar os tiros que assassinaram Marielle Franco (PSol) e o motorista Anderson Gomes, Mônica Benício, víuva da vereadora, levantou a questão “uregente e necessária” que ainda não foi respondida: quem mandou matar? Leia também: É inconteste que Marielle foi executada em razão da atuação política”, dizem promotoras “Ainda falta a resposta mais urgente e necessária de todas: quem mandou matar Marielle. Espero não ter que aguardar mais um ano para saber quem foi o mandante disso tudo. Essa...

Após a prisão no mesmo condomínio onde mora Jair Bolsonaro (PSL) no Rio de Janeiro do sargento da PM, Ronnie Lessa, acusado de executar os tiros que assassinaram Marielle Franco (PSol) e o motorista Anderson Gomes, Mônica Benício, víuva da vereadora, levantou a questão “uregente e necessária” que ainda não foi respondida: quem mandou matar?

Leia também: É inconteste que Marielle foi executada em razão da atuação política”, dizem promotoras

“Ainda falta a resposta mais urgente e necessária de todas: quem mandou matar Marielle. Espero não ter que aguardar mais um ano para saber quem foi o mandante disso tudo. Essa resposta e a condenação final de todos os envolvidos, o Estado deve a todas e todos que sofrem com a perda de Marielle e à própria democracia”, disse Mônica ao jornalista Chico Otávio

Mônica parabenizou as promotoras Simone Sibilio e Leticia Emile pela denúncia que resultou na prisão dos PMs que executaram a ação e quer ver os detalhes do trabalho feito pelo Ministério Público.

“Parabéns às promotoras, à DH (Delegacia de Homicídios) e a todos os envolvidos. Um ano é tempo demais para um assassinato como esse. Mas essa é uma etapa importante. Espero poder ter em breve acesso aos detalhes para que sinta segurança nesse resultado”, disse.

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A prisão
Policiais da Divisão de Homicídios e promotores do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, apontados como suspeitos pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Segundo as investigações, Ronnie fez os disparos contra a vereadora e Élcio dirigiu o carro usado para levar o executor. Ronnie estaria no banco de trás do Cobalt.

 

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