10 de novembro de 2018, 13h13

Alberto Goldman afirma que ciclo-social democrata do PSDB terminou

“Se hoje ele se pendurou no Bolsonaro, poderia amanhã estar pendurado no Lula. João Doria na política é um aventureiro”, disse

Reprodução/Facebook
Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB até o ano passado e membro da executiva, disse em entrevista para Ricardo Kotcho publicada neste sábado (10), na Folha, que o ciclo social-democrata do PSDB terminou. Goldman disse ainda que vai se opor à adesão incondicional a Bolsonaro, como quer Doria, e não acredita que o partido vá acabar ou sofrer um novo racha, como aconteceu quando entrou no governo Temer. Sobre o possível fim do partido, ele afirmou: “Não tenho medo de que acabe e nem de que continue. Os partidos são instrumentos de atividade política e, se em algum momento, deixar de...

Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB até o ano passado e membro da executiva, disse em entrevista para Ricardo Kotcho publicada neste sábado (10), na Folha, que o ciclo social-democrata do PSDB terminou.

Goldman disse ainda que vai se opor à adesão incondicional a Bolsonaro, como quer Doria, e não acredita que o partido vá acabar ou sofrer um novo racha, como aconteceu quando entrou no governo Temer.

Sobre o possível fim do partido, ele afirmou: “Não tenho medo de que acabe e nem de que continue. Os partidos são instrumentos de atividade política e, se em algum momento, deixar de ser útil, poderemos reformar ou até mudar esse instrumento”.

Sobre Doria ter anunciado um “novo PSDB, o meu PSDB, um partido que tem lado”, Goldman disse ser muito cedo para afirmar que o governador eleito vá tomar o partido de assalto. “Até porque, no caso do Doria, ele não tem uma visão político-ideológica, é um pragmático. Se hoje ele se pendurou no Bolsonaro, poderia amanhã estar pendurado no Lula. João Doria na política é um aventureiro”, disse.