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23 de agosto de 2018, 16h11

Alckmin apaga postagem no Facebook após atacar Haddad

O candidato tucano Geraldo Alckmin revidou a tentativa de Fernando Haddad (PT) em identificá-lo com o governo de Michel Temer

Geraldo Alckmin Foto: Divulgação
O candidato tucano Geraldo Alckmin revidou a tentativa de Fernando Haddad (PT) em identificá-lo com o governo de Michel Temer. Em sua página oficial no Facebook, Alckmin publicou na terça-feira (21) uma foto em que Haddad aparece ao lado de Temer e de Gabriel Chalita, seu ex-secretário de Educação, celebrando a aliança entre o PT e o MDB no pleito que o elegeu prefeito de São Paulo, em 2012. No post, reproduzido pela corrente Renova PSDB no Twitter e depois apagada por Alckmin, o ex-governador paulista dizia: “Temos a obrigação de lembrar certas coisas a candidatos que ainda não se...

O candidato tucano Geraldo Alckmin revidou a tentativa de Fernando Haddad (PT) em identificá-lo com o governo de Michel Temer. Em sua página oficial no Facebook, Alckmin publicou na terça-feira (21) uma foto em que Haddad aparece ao lado de Temer e de Gabriel Chalita, seu ex-secretário de Educação, celebrando a aliança entre o PT e o MDB no pleito que o elegeu prefeito de São Paulo, em 2012.

No post, reproduzido pela corrente Renova PSDB no Twitter e depois apagada por Alckmin, o ex-governador paulista dizia: “Temos a obrigação de lembrar certas coisas a candidatos que ainda não se assumiram como tais. Temer foi o vice-presidente escolhido por Lula e não por mim; em 2012 Haddad foi eleito prefeito de São Paulo com o apoio de Temer; desde o começo, dentro do PSDB, defendi a ideia de que o partido não deveria ocupar cargos no governo Temer.”

Porém, os dados de votações no Congresso desmentem Alckmin: o PSDB e outros partidos aliados aos tucanos pela candidatura de Alckmin à Presidência votaram quase sempre juntos e a favor de projetos apoiados pelo governo no Congresso após a chegada do presidente Michel Temer (MDB) ao poder, em 2016, segundo levantamento feito pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

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De acordo com o Cebrap, 88% dos deputados  do PSDB votaram com o governo. Nas bancadas dos oito partidos alinhados com Alckmin (DEM, PP, PPS, PR, PRB, PSD, PTB e SD), o apoio ao presidente no Congresso variou entre 83% e 89% – índice similar ao apresentado pelo PSDB. Todos esses partidos ocupam cargos no governo. Com exceção do Solidariedade, cada um ganhou um ministério.

 

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