02 de agosto de 2018, 22h48

Alckmin diz na GloboNews que Ana Amélia é a “vice dos sonhos”; saiba quem é

Apelidada de "véia" na lista da Odebrecht, Ana Amélia parabenizou ruralistas por agressões contra petistas e associou o povo árabe ao terrorismo; antes da "vice dos sonhos", Alckmin tentou Josué Gomes, que negou

Foto: Divulgação/Assessoria Ana Amélia

Em sabatina de jornalistas da GloboNews, na noite desta quinta-feira (2), o pré-candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou que a senadora Ana Amélia (Progressistas-RS) é a “vice dos sonhos”.

A fala se deu como resposta a uma pergunta sobre as denúncias de corrupção de quadros dos partidos de direita que a mídia tradicional chama de “centrão” e que fecharam aliança com Alckmin.

“Temos em todos os partidos ótimos quadros. Eu tenho a vice dos sonhos que é a Ana Amélia. Todos os meus concorrentes tentaram fazer essa aliança, é que não conseguiram”, disse o tucano. Segundo ele, “se alguém cometeu algo ilícito, vai ter que responder”.

Antes da “vice dos sonhos”, no entanto, o tucano chegou a tentar outro vice: o empresário mineiro Josué Gomes (PR), filho do ex-vice-presidente durante os dois mandatos de Lula, José Alencar. Ele negou o convite de Alckmin e do “centrão”.

Ana Amélia, que de acordo com Alckmin é “uma das melhores parlamentares do Senado Federal”, consta em uma lista de doações da Odebrecht divulgada em 2016 sob o codinome “véia”. Ela foi alvo de uma polêmica, recentemente, por parabenizar, em pleno plenário do Senado, as agressões de ruralistas contra a caravana do ex-presidente Lula em seu estado no mês de março. “Quero parabenizar Bagé, Santa Maria, Passo Fundo, São Borja. Botaram a correr aquele povo que foi lá levando um condenado se queixando da democracia. Atirar ovo, levantar o relho, mostra onde estão os gaúchos”, disse, à época, em uma semana em que uma série de ataques e atentados contra apoiadores do ex-presidente petista foram registrados.

Pouco tempo depois, em abril, Ana Amélia foi alvo de inúmeras notas de repúdio de entidades ligadas à causa palestina, árabe e aos direitos humanos por associar o mundo árabe ao terrorismo. O motivo foi uma entrevista que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, deu à rede internacional Al Jazeera.