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23 de maio de 2018, 15h02

Alckmin diz que cunhado citado em esquema de propina é “só simpatizante do PSDB”

Pré-candidato do PSDB fugiu de perguntas que envolviam tucanos envolvidos na Lava Jato

O pré-candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, participou de sabatina na manhã desta quarta-feira (23). Em um dia difícil para o partido, com o ex-governador Eduardo Azeredo foragido, Alckmin foi questionado sobre casos de corrupção dentro do governo tucano em São Paulo e em outros estados. Ele rechaçou a denúncia publicada pelo jornal Folha de São Paulo dando conta que seu cunhado havia recebido propina de R$ 5 milhões para a campanha de reeleição em 2010 e afirmou que seu cunhado nunca teve função na administração paulista: “é apenas um simpatizante do PSDB”. Durante a sabatina promovida...

O pré-candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, participou de sabatina na manhã desta quarta-feira (23). Em um dia difícil para o partido, com o ex-governador Eduardo Azeredo foragido, Alckmin foi questionado sobre casos de corrupção dentro do governo tucano em São Paulo e em outros estados. Ele rechaçou a denúncia publicada pelo jornal Folha de São Paulo dando conta que seu cunhado havia recebido propina de R$ 5 milhões para a campanha de reeleição em 2010 e afirmou que seu cunhado nunca teve função na administração paulista: “é apenas um simpatizante do PSDB”.

Durante a sabatina promovida por UOL, Folha de São Paulo e SBT, ele procurou fugir de perguntas mais agudas. Ao responder se dividiria o palanque com o senador Aécio Neves, em Minas Gerais, e o governador do Paraná, Beto Richa (ambos investigados pela Lava Jato), Alckmin não se comprometeu e disse que Aécio “não deverá ser candidato” e Richa “terá o direito à defesa”.

Denúncia de corrupção em São Paulo

Segundo reportagem de Mario Cesar Carvalho, da Folha de S.Paulo, a CCR, principal concessionária de estradas do país, revelou ter doado R$ 5 milhões para o caixa dois da sua campanha ao governo paulista em 2010. O dinheiro teria sido entregue ao cunhado de Alckmin, Adhemar Ribeiro, e a denúncia de propinas também atinge os tucanos José Serra e Aloysio Nunes. Ainda de acordo com a reportagem, é a segunda vez que o cunhado é associado a arrecadações ilegais de campanha. A Odebrecht relatou em acordo de delação ter entregue R$ 10,7 milhões a ele, também na campanha de 2010.

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Ao ser confrontado com a denúncia, o ex-governador de São Paulo disse que Ribeiro nunca ocupou cargo público durante a gestão tucana. “É apenas um simpatizante do PSDB. Ele é casado com uma banqueira, dono de financeira, simpatizante do partido, nada mais do que isso. Não tem nenhuma relação com o governo”, disse.

Com a insistência dos jornalistas em saber sobre a ausência de maior eficiência no combate à corrupção, palavra muito usada por Alckmin para defender sua gestão, ele tergiversou e usou como escudo a biografia, afirmando que tem o mesmo patrimônio (R$ 1,3 milhão) há quatro anos.

“Moro no mesmo apartamento. Então eu me sinto indignado, porque há uma tendência agora no Brasil de defenestrar a política, dizer que é todo mundo igual. Não, não é. Quem enricar com política é ladrão. L-a-d-r-a-o”, disse ALckmin soletrando letra por letra da palavra ladrão, esquecendo apenas do til.

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