13 de julho de 2018, 13h07

Alckmin ganha fôlego ao fechar com o PSD

Ex-governador de São Paulo tenta alcançar a meta traçada por seus aliados no início do ano: formar até julho um arco de alianças com pelo menos quatro partidos médios e grandes

Geraldo-Alckmin. Foto: Divulgação

A candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), que insiste em não decolar, se fixando em um dígito nas pesquisas de intenção de votos, acaba de ganhar um novo fôlego, após fechar aliança com o PSD para a eleição presidencial, segundo reportagem de Pedro Venceslau, do UOL. O anúncio oficial deve acontecer na convenção do partido, no próximo dia 28 de julho ou 4 de agosto. O acordo animou os tucanos, justamente no momento em que partidos do chamado centrão vivem um impasse a respeito das eleições presidenciais.

O acordo com o PSD é tratado por tucanos com uma importante vitória política. Com a aliança, o ex-governador de São Paulo tenta alcançar a meta traçada por seus aliados no início do ano: formar até julho um arco de alianças com pelo menos quatro partidos médios e grandes. O tucano já tem promessas de apoio do PPS, PTB e PV. Isso garantiria cerca de 20% do tempo reservado no horário eleitoral.

“Esse bloco assegura um tempo de TV competitivo. Não dá para saber qual será o peso das redes sociais, mas a TV ainda tem a centralidade”, afirmou o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB. “Não vai ter outra candidatura com um bloco maior que esse”, afirmou Roberto Freire, presidente nacional do PPS.

A cúpula do PSDB festejou, ainda, o que considera um refluxo na negociação entre o DEM e o ex-ministro e presidenciável do PDT, Ciro Gomes. Os tucanos já davam como certo que o partido de Rodrigo Maia se aliaria aos pedetistas. Para atrair o DEM, o PSDB também oferece apoio à sigla em disputas estaduais.