06 de setembro de 2018, 08h11

Alckmin tenta censurar pesquisa Datafolha no TSE

Os advogados da coligação de Alckmin, "Para unir o Brasil", argumentam que a pesquisa não pode ser publicada porque substituiu no questionário o nome de Lula pelo de Fernando Haddad, vice na chapa do PT à Presidência da República

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à presidência (Arquivo/Fórum)

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (5) para tentar censurar a divulgação da pesquisa eleitoral nacional do Datafolha. Registrado no Tribunal dia 4, o levantamento seria divulgado na próxima segunda (10).

Os advogados da coligação da candidatura de Alckmin, “Para unir o Brasil”, argumentam que a pesquisa não pode ser publicada porque substituiu no questionário o nome de Luiz Inácio Lula da Silva pelo de Fernando Haddad, vice na chapa do PT à Presidência da República. Barrada pelo TSE no último sábado (1º), a candidatura de Lula foi impedida com base na Lei da Ficha Limpa.

O advogado da Folha, Luís Francisco Carvalho Filho, criticou a ação do ex-governador paulista, chamando o recurso dos advogados de Alckmin de censura, em ato de obscurantismo. O pedido de censura será analisado no TSE pelo ministro Carlos Bastide Horbach.

Segundo os advogados de Alckmin, “tem-se que ainda não existe pedido de registro de candidatura à Presidência da República pela Coligação Brasil Feliz, sendo certo, ainda, que Fernando Haddad não é candidato ao cargo titular, visto que está registrado como candidato a vice-presidente”.

O Datafolha cancelou registro de pesquisa eleitoral nacional que seria realizada de 4 a 6 de setembro devido à decisão do TSE que rejeitou o registro de candidato de Lula. O registro da pesquisa para presidente da República, de código BR-02553/2018, havia sido feito na sexta-feira (31), antes do término da votação do TSE que vetou a candidatura de Lula, na madrugada de sábado (1º).