18 de dezembro de 2018, 10h29

Alexandre Frota admite racha no PSL e diz que sigla precisa de “líder que quer sair na porrada”

Em entrevista, o ex-ator da TV Globo, disse ainda que a Lei Rouanet deixou "um rastro ruim no passado, melhorou no presente e temos que prospectar um novo futuro" e atacou artistas e ex-colegas de emissora.

Reprodução/Twitter

Em pé de guerra com o futuro ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL/MG) – acusando o correligionário mineiro de abrigar o lobista Saulo Meira no governo de transição -, o deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL/SP) admitiu que a legenda fica “desunida em vários momentos” e que precisade um líder “de verdade”, para “sair na porrada”.

“Todos querem bater no PSL. O PSL se tornou um partido forte e que vai fazer de alguma forma a diferença lá dentro, ainda que tenham pessoas inexperientes, ainda que esteja confuso, mas é um partido sem vícios, que não tem vagabundo, que não tem ladrão, não tem corrupto, agora, não podemos negar isso, que em vários momentos o partido fica desunido, em vários momentos o partido tem muita gente vaidosa, mas isso vai ter que ser adaptado e será com o tempo. O partido é diferente, essa é a verdade, e precisa de líder, um líder de verdade. Um líder que quer brigar, que quer lutar e que quer “sair na porrada”. É disso que o partido precisa. O partido está precisando de mais ação e menos burocracia”, disse o futuro parlamentar, em entrevista ao jornalista Roberto Lacerda Barricelli, membro da equipe de jornalismo da Liga Cristã Mundial, e ex-assessor de imprensa do Instituto Liberal (RJ).

Ex-ator da TV Globo, disse que a Lei Rouanet deixou “um rastro ruim no passado, melhorou no presente e temos que prospectar um novo futuro” e atacou artistas e ex-colegas de emissora.

“Vejo alguns artistas, vejo a classe artística dizendo que eu traí a classe, mas não fui eu que traí a classe, foi a classe que traiu o país, e isso está muito claro. Quando a dona Fernanda Montenegro vai ao Faustão dizer que não são bandidos, que não corromperam… Porra! Está tudo lá, registrado, está tudo escrito. Está tudo provado. Então, agora, eles estão no momento deles que se tornaram “gente boa”. Aí a Paula Lavigne vai com a Luisa Mel chorar pelo cão morto a pauladas no Carrefour. Agora a Lavigne deixou de ser a ‘Rainha da Rouanet’ para se tornar rainha defensora dos animais. Agora eles querem passar que existe uma “bondade”, né? O Chico Buarque vai ao Papa, vai falar com o Papa, sabe? Falar como o Brasil é legal e que a cultura é legal, entre outras coisas. Então, agora tem aí um processo de “bondade” daqueles que até então participavam do banquete”, disse.