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16 de Abril de 2018, 11h09

“Alguém vai ter de pedir reintegração de posse. Quem vai ser?”, questiona presidente do PSOL de Guarujá

Everton Vieira destaca que a ocupação do triplex é um grande ato de denúncia contra a prisão do ex-presidente Lula

Um grupo de manifestantes ocupou as dependências do apartamento, enquanto outro ficou embaixo para dar apoio à ação – Foto: Divulgação

Everton Vieira, integrante da Executiva Estadual do PSOL e presidente do partido em Guarujá, está no local e classifica a ação do MTST como uma forma de denúncia à prisão injusta do ex-presidente Lula: “Nós não ocupamos a propriedade de ninguém e, sim, o triplex que acusam ser do Lula, e com autorização dele. Agora, alguém vai ter de pedir reintegração de posse. Quem vai ser? Isso é um grande ato de denúncia, de uma prisão arbitrária, um recrudescimento da repressão em cima dos movimentos sociais e uma tentativa de criminalização dos que lutam”.

Vieira avalia que essa prática se intensificou depois do golpe que retirou Dilma Rousseff da presidência, com a perda de direitos promovida pelo governo Temer e agora tirando o ex-presidente Lula das eleições. “Nós, do PSOL, defendemos o direito de Lula ser candidato, apesar de termos uma candidatura própria, que é a do Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST. Porém, defendemos o direito democrático do Lula ser candidato e não ser retirado das eleições pelo tapetão, como estão querendo. Por isso, hoje, o triplex das Astúrias, aqui do Guarujá foi ocupado pelos sem teto e vamos morar aqui na praia”.

O integrante da Executiva Estadual destaca que o partido ainda se encontra “muito debilitado, comovido e entristecido com o que aconteceu com a Marielle Franco. Foi o assassinato de uma companheira, que dividia as trincheiras com a gente. E o grito de ordem, agora, é transformar o luto em luta: Marielle, presente e Lula Livre”.

Questionamento

Débora Camilo, integrante do Diretório Estadual do PSOL, avalia a ação do MTST como forma de luta: “O objetivo é fazer um questionamento sobre a prisão injusta e política do ex-presidente Lula. Todos sabem que o triplex não está no nome dele e, mesmo assim, hoje ele está preso. A intenção principal é tirá-lo da corrida eleitoral e, apesar de toda essa crise, ele continua à frente de todas as pesquisas de intenção de voto. Por isso, independentemente de ser o PT, nós defendemos o direito de Lula se candidatar”.

Débora, que também é advogada, está no local para dar suporte jurídico, em caso de necessidade. “É importante deixar claro que se trata de uma ação pacífica, não houve depredação e ninguém foi coagido”, completa.