11 de julho de 2018, 12h22

Aloysio Nunes irá depor como testemunha de defesa de Paulo Preto

Paulo Preto é réu em ação penal na Justiça Federal de São Paulo por desvios de R$ 7,7 milhões em desapropriações do trecho Sul do Rodoanel, em São Paulo

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, irá depor em processo judicial como testemunha de defesa do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Paulo Preto é réu em ação penal na Justiça Federal de São Paulo por desvios de R$ 7,7 milhões em desapropriações do trecho Sul do Rodoanel, em São Paulo.

A juíza responsável pelo processo, Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, sugeriu que Aloysio Nunes seja ouvido em 26 de julho, às 10 horas da manhã.

Entrevistado pelo programa Roda Viva da TV Cultura em 2010, Aloysio Nunes confessou ser amigo de longa data de Paulo Preto. Na ocasião, negou que o amigo tivesse ficado com dinheiro da campanha de José Serra, derrotado por Lula nas eleições daquele ano. Mas disse que “não ponho a mão no fogo por ele”. Acrescentou com uma frase emblemática: “Não ponho a mão no fogo nem pelos meus filhos.”

Delação

De acordo com informações levantadas pelo Blog do Rovai, o operador tucano tem munição suficiente para acabar com o PSDB de São Paulo. E a sua delação seria uma pá de cal na candidatura Alckmin. A expectativa seria que com a nova prisão, anulada por Gilmar Mendes, o ex-diretor conseguisse negociar o benefício.

Segundo documento sigiloso que as autoridades suíças enviaram ao Brasil, Paulo Preto abriu quatro contas no banco Bordier & Cie, em Genebra, com um saldo de US$ 34,4 milhões. O fato se deu quarenta e três dias depois de ter sido nomeado diretor de engenharia da Dersa (empresa responsável por obras rodoviárias de São Paulo), em 24 de maio de 2007.

Com informações do Brasil 247