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02 de abril de 2015, 20h40

Altamiro Borges: Professores revoltados com a TV Globo

A manipulação da mídia privada, que tenta invisibilizar a poderosa greve dos professores e blindar o tucano Geraldo Alckmin, não desanima os grevistas

A manipulação da mídia privada, que tenta invisibilizar a poderosa greve dos professores e blindar o tucano Geraldo Alckmin, não desanima os grevistas Por Altamiro Borges, no seu blogue Uma passeata com mais de 60 mil professores toma as ruas centrais da capital paulista na tarde desta quinta-feira (2). Alegres, irreverentes e pacíficos, os grevistas criticam a intransigência do governador de São Paulo – “uma vaia para o Geraldo Alckmin” – e expressam sua indignação diante da cobertura “jornalística” das emissoras de rádio e televisão – “uma vaia para a Globo” grita um líder no caminhão de som e milhares repetem “fora Rede Globo, o povo não é bobo”...

A manipulação da mídia privada, que tenta invisibilizar a poderosa greve dos professores e blindar o tucano Geraldo Alckmin, não desanima os grevistas

Por Altamiro Borges, no seu blogue

Uma passeata com mais de 60 mil professores toma as ruas centrais da capital paulista na tarde desta quinta-feira (2). Alegres, irreverentes e pacíficos, os grevistas criticam a intransigência do governador de São Paulo – “uma vaia para o Geraldo Alckmin” – e expressam sua indignação diante da cobertura “jornalística” das emissoras de rádio e televisão – “uma vaia para a Globo” grita um líder no caminhão de som e milhares repetem “fora Rede Globo, o povo não é bobo” e “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”. Do helicóptero da emissora, o domesticado repórter informa que a passeata reúne “uns 500 professores” e não dá detalhes sobre a combativa mobilização da categoria.

Antes da passeata, na assembleia realizada no Masp, na Avenida Paulista, os professores aprovaram por unanimidade a continuidade da paralisação. “A greve continua. Alckmin, a culpa é sua”! Em uma nova rodada de negociação, o governo do PSDB voltou a rosnar arrogância e manteve a sua postura intransigente e autoritária. Os professores reivindicam melhorias nas condições de ensino – centenas de escolas foram fechadas nos últimos anos, as salas estão superlotadas e falta até papel higiênico nas unidades de ensino. Os grevistas também exigem aumento salarial e melhores condições de trabalho.

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A manipulação da mídia privada, que tenta invisibilizar a poderosa greve dos professores e blindar o tucano Geraldo Alckmin, não desanima os grevistas. “Estamos de alma lavada. Mostramos mais uma vez a força e a organização da categoria”, afirma Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, presidenta da Apeoesp. Para ela, a postura dos jornais, revistas e emissoras de rádio e tevê, sempre contrária às lutas dos trabalhadores, confirma a urgência de medidas para democratizar a mídia no Brasil.

No caso da TV Globo, quando da marcha golpista de 15 de março, ela até alterou a sua programação para incentivar a participação num ato que pregava o impeachment da presidenta Dilma e, inclusive, a volta dos militares ao poder. Artistas globais ajudaram a convocar o protesto e a emissora, unida ao comando da Polícia Militar, espalhou a mentira de que a marcha reuniu mais de 1 milhão de pessoas. Agora, no caso da passeata dos docentes em greve, o repórter domesticado fala em “500 presentes”. Não é para menos que um dos slogans mais gritados na passeata desta quinta-feira foi o “Fora Rede Globo”

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Foto: Mídia Ninja

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