04 de maio de 2018, 15h19

Aluno da FGV suspenso por racismo obtém na Justiça o direito de retornar às aulas

Segundo matéria do BuzzFeed, acusado agora afirma que só assinou confissão por se sentir “pressionado” e que o celular que enviou a mensagem chamando colega negro de “escravo” havia sido roubado

Em reportagem de Chico Felitti, publicada nesta sexta-feira (4), o BuzzFeed apurou que o aluno do curso de Administração da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, Gustavo Metropolo, que tinha sido suspenso por ter chamado um colega negro de “escravo” em  um grupo de WhatsApp, conseguiu na Justiça o direito de voltar às aulas.

Metropolo alegou que não houve tempo de seu direito de defesa ser cumprido. Consta no documento que “em um lapso de menos de 72 (setenta e duas) horas”, a faculdade “aplicou a sanção de suspensão, que, ato contínuo, começou a ser cumprida, sem qualquer menção, inclusive, à possibilidade de interposição de recurso”.

No dia 7 de março, foi divulgada uma foto de outro aluno, negro, com a legenda: “Achei esse escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa!”. Em 8 de março, o aluno foi suspenso por 90 dias.

Com a mudança de versão, os advogados do aluno afirmam que ele só assinou a confissão de que havia sido o autor da frase racista porque estava “com medo e se sentindo pressionado” e que “diante da situação ficou acuado e assinou a confissão de algo que não havia feito”. Além disso, dizem que o celular era dele, porém, tinha sido roubado. A FGV afirma que “o caso está sendo tratado na Justiça e não comentará o assunto”.