18 de novembro de 2018, 22h14

Amorim diz que chanceler de Bolsonaro é “retorno à Idade Média” e ele não entende se é elogio ou crítica

Ao jornal O Globo, Celso Amorim disse que Araújo "escapa a qualquer possibilidade de comentário. Não é retrocesso. É retorno à Idade Média".

(Foto: Reprodução/TV Globo)

Em tuíte na noite deste domingo (18), Ernesto Araújo, futuro Ministro de Relações Exteriores do Governo Jair Bolsonaro (PSL) disse não entender se trata-se de “crítica ou elogio” a declaração do ex-ministro Celso Amorim de que sua nomeação é uma “volta à Idade Média”.

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“Celso Amorim diz que represento um retorno à Idade Média. Não entendi se é crítica ou elogio, mas informo que não retornaremos à Idade Média, pois temos muito a fazer por aqui, a começar por um exame minucioso da ‘política externa ativa e altiva’ em busca de possíveis falcatruas”, ironizou Araújo, referindo-se ao jargão usado por Amorim para definir sua política frente ao Itamaraty durante os governos Lula.

Ao jornal O Globo, Celso Amorim disse que Araújo “escapa a qualquer possibilidade de comentário. Não é retrocesso. É retorno à Idade Média”.

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Balançando
Mais cedo, o chanceler retuitou uma publicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), um dos responsáveis por sua indicação para compor o governo do pai, em que o filho de Bolsonaro nega nota do jornalista Ricardo Noblat, que diz que Aragão estaria “balançando” e poderia cair antes mesmo de assumir o Itamaraty.

“Eis parte do jornalismo brasileiro: confundem seus desejos c/ os fatos. Só queria saber onde está o compromisso com a verdade”, disse Eduardo.

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