19 de dezembro de 2018, 13h01

Ancine é alvo de busca e apreensão. Presidente da agência está entre os investigados

Foram recolhidos computadores, HDs, livros contábeis e outros itens utilizados por cinco integrantes do órgão

Foto: Divulgação

A sede da Ancine (Agência Nacional do Cinema), no Rio de Janeiro, foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (19). A ordem foi expedida pela juíza Adriana Alves dos Santos Cruz, da 5aVara Federal Criminal do Rio. Foram recolhidos computadores, HDs, livros contábeis e outros itens utilizados por cinco integrantes do órgão, incluindo seu presidente, Christian de Castro (foto).

O advogado Marcos Tavolari, ligado ao ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e que atua como secretário de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual no MinC, é um dos alvos do mandado.

Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

Christian foi alvo de uma denúncia na Ancine, em agosto de 2017, por irregularidade de investimento do Funcine Investimage na produtora.

A denúncia na Ancine conta com mais de mil páginas e, entre os pontos elencados como irregularidades cometidas pela própria Glaz, bem como pela gestora do fundo de investimento, está a contratação de serviço de consultoria da empresa Zooks, de Christian de Castro, quando este já era conselheiro da Glaz Entretenimento SA – indicado em comum acordo pelos diretores da Glaz e pela Investimage – e com recursos incentivados.

Além de Castro e Tavolari, a polícia também tem autorização para apreender objetos de Magno de Aguiar Maranhão Junior, assessor do presidente da Ancine, Ricardo Alves Vieira Martins, da secretaria executiva da entidade, e a ouvidora Carolina de Lima Cazarotto Pereira.

Também fazem parte do mandado o recolhimento de registros, livros contábeis, comprovantes de pagamento e recebimento, prestações de contas, cartas, atas de reunião, contratos, pareceres, computadores, pendrives, documentos eletrônicos, joias, carros, relógios e obras de artes ligados a essas pessoas.

A Ancine se manifestou por meio de um comunicado oficial, informando que “ainda não foi informada sobre o motivo da investigação. Assim que mais detalhes forem fornecidos, informará a sociedade, os entes regulados e os servidores com a maior transparência, conforme tem sido a nova gestão. E tomará as medidas cabíveis que se fizerem necessárias. A atual gestão vem adotando desde janeiro medidas de aumento da transparência e do controle na administração dos recursos”, encerra.

O Ministério da Cultura também soltou nota informando que está à disposição da Polícia Federal e da Justiça e que “até o momento não está a par de detalhes da operação. Assim que notificado oficialmente, tomará as medidas cabíveis na esfera administrativa”, informa.

Com informações da Folha

Agora que você chegou ao final desse texto e viu a importância da Fórum, que tal apoiar a criação da sucursal de Brasília? Clique aqui e saiba mais