Segunda Tela

06 de setembro de 2016, 11h43

Antídoto: ler Harry Potter previne pessoas de apoiarem Donald Trump

Pesquisa realizada com 1.142 estadunidenses sugere que, a cada livro da saga, leitor baixa sua opinião sobre o candidato republicano em 2 ou 3 pontos; entenda o motivo

Por Matheus Moreira

Uma pesquisa feita com 1.142 estadunidenses em 2014 e em 2016 mostra que ler Harry Potter pode diminuir a aceitação às ideias do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump. O estudo é de autoria da professora de Comunicação e Ciência Política Diana C. Mutz.

A pesquisadora observou que – mesmo com os estadunidenses mais propensos a aderir ao discurso do candidato republicano por questões de gênero, nível educacional e identificação com o partido – o nível de aceitação diminuía a cada tomo da saga do bruxo londrino.

Mutz explica, no relatório, que o conjunto de sete livros (oito, se contar o que deve estrear ainda esse ano) ajuda a combater as mensagens explícitas de ódio a mexicanos e muçulmanos promovidas por Trump.

O levantamento revela, ainda, que os leitores que torceram pelos elfos domésticos escravizados e maltratados pelo vilão da saga, Voldemort (a quem Trump é comparado), provavelmente não simpatizariam com opiniões do republicano quanto a minorias como mulheres, pessoas com deficiência e asiáticos.

Além disso, pela explícita apologia a tortura contra “inimigos”, Trump evidencia seu papel antagonista ao do personagem principal, Harry Potter, que, junto aos amigos de Hogwarts, buscam alternativas para não matar e salvam até mesmo outros antagonistas ou indecisos, como Draco Malfoy.

A metodologia da pesquisa previa que, após a leitura de cada parte da série, os participantes respondessem perguntas avaliando Donald Trump em uma escala de 0 a 100.

A conclusão de Mutz mostra que, a cada volume, as notas caíam, em média, de 2 a 3 pontos. Dessa forma, pode-se entender que ao término da saga Trump teria perdido pelo menos 14 pontos de popularidade por participante.

Confira o estudo na íntegra aqui.