08 de fevereiro de 2019, 23h05

“Antifeminista” Sara Winter deve ser nomeada para cargo na Secretaria de Mulheres

Ex-ativista do grupo Femen, que se declarava feminista e hoje apoia Bolsonaro e milita pela "vida" e pela "família", deve ser indicada pela ministra Damares Alves, com quem está convivendo em Brasília

Reprodução/Facebook
Autodeclarada antifeminista e anti movimento LGBT, a ex-ativista do Femen, Sara Winter, deverá ocupar um cargo na Secretaria Nacional da Mulher, órgão do Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos. No início da noite desta sexta-feira (8), veículos de imprensa noticiaram que Winter seria a nova secretária do órgão, o que foi desmentido pela própria ex-ativista em postagem no Facebook. Ela esclarece, contudo, que mantém uma relação muito próxima com a ministra Damares Alves e que, “se Deus quiser”, poderá “contribuir em uma das áreas da secretaria da Mulher: políticas para maternidade”. Sara Winter, que já chegou a protestar de...

Autodeclarada antifeminista e anti movimento LGBT, a ex-ativista do Femen, Sara Winter, deverá ocupar um cargo na Secretaria Nacional da Mulher, órgão do Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos. No início da noite desta sexta-feira (8), veículos de imprensa noticiaram que Winter seria a nova secretária do órgão, o que foi desmentido pela própria ex-ativista em postagem no Facebook.

Ela esclarece, contudo, que mantém uma relação muito próxima com a ministra Damares Alves e que, “se Deus quiser”, poderá “contribuir em uma das áreas da secretaria da Mulher: políticas para maternidade”.

Sara Winter, que já chegou a protestar de topless contra Jair Bolsonaro, se tornou cristã em 2016 e passou a se declarar antifeminista e militante contra o aborto. Ela chegou a ser candidata a deputada federal nas últimas eleições pelo DEM.

Com um discurso afinado ao de Bolsonaro, contra a “ideologia de gênero” e a “doutrinação” nas escolas, Winter se desligou do Femen em 2012, pouco após a criação de sua filial no Brasil. À época, ela chegou a ser acusada de flertar com o integralismo e com o neonazismo.