11 de fevereiro de 2019, 08h40

Antonio Patriota, ex-ministro das Relações Exteriores de Dilma, lança disco de MPB

Patriota, que é pianista, assina a obra com o pseudônimo Tonio de Aguiar

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Antonio Patriota, ex-ministro das Relações Exteriores de Dilma Rousseff, acaba de lançar o álbum de MPB, “Geografia do Sentimento”. O ex-chanceler estreia como compositor em alto estilo, com produção do saxofonista Leo Gandelman. Patriota assina a obra com o pseudônimo de Tonio de Aguiar. Foto: Divulgação São nove faixas, seis delas instrumentais. “Todas as músicas são de minha autoria. É uma atividade que desenvolvi de 2016 para cá”, disse Patriota para a coluna de Mônica Bergamo. Ele toca piano e Gandelman flautas em “Acordar em Imbassaí” e saxofone em outras cinco. O álbum tem duas faixas cantadas. “Gilbraltar” é uma...

Antonio Patriota, ex-ministro das Relações Exteriores de Dilma Rousseff, acaba de lançar o álbum de MPB, “Geografia do Sentimento”. O ex-chanceler estreia como compositor em alto estilo, com produção do saxofonista Leo Gandelman.

Patriota assina a obra com o pseudônimo de Tonio de Aguiar.

Foto: Divulgação

São nove faixas, seis delas instrumentais. “Todas as músicas são de minha autoria. É uma atividade que desenvolvi de 2016 para cá”, disse Patriota para a coluna de Mônica Bergamo. Ele toca piano e Gandelman flautas em “Acordar em Imbassaí” e saxofone em outras cinco.

O álbum tem duas faixas cantadas. “Gilbraltar” é uma bela “chanson”, cantada em francês por Miguel Cooper. Já “Sisyphus in Love” é uma balada cantada por Tecca Ferreira.

Trajetória

Patriota, 62 anos, é paulista, formado em Filosofia pela Universidade de Genebra na Suíça e diplomata desde 1978. Ele ocupou várias funções dentro da carreira diplomática.

Em 2011, assumiu o Ministério das Relações Exteriores do primeiro governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Em 2013, no entanto, após uma polêmica com um senador boliviano, Patriota deixou o Itamaraty.

O motivo da demissão de Patriota foi o episódio do senador boliviano Roger Pinto Molina, que estava asilado na embaixada brasileira em La Paz e foi trazido para o Brasil em um carro oficial brasileiro, embora não tivesse autorização do governo boliviano para deixar o país.

À época, Dilma Rousseff divulgou uma nota em que agradecia o trabalho de Patriota à frente do Ministério de Relações Exteriores e informava que ele seria o novo representante do Brasil nas Nações Unidas, função que desempenhou antes de, em 2016, ser indicado para a embaixada da Itália.