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16 de junho de 2015, 13h50

Ao vivo, Luciana Gimenez contesta Feliciano sobre Estado laico; assista

No programa SuperPop, pastor defendeu oração dos evangélicos em plena Câmara dos Deputados; apresentadora questionou: “Isso não é errado? Por que o Estado tem de ser neutro, não é?”

No programa SuperPop, pastor defendeu oração dos evangélicos em plena Câmara dos Deputados; apresentadora questionou: “Isso não é errado? Por que o Estado tem de ser neutro, não é?” Por Redação Na edição da última segunda-feira (15) do programa SuperPop, a apresentadora Luciana Gimenez questionou o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) sobre o episódio em que uma sessão da Câmara foi paralisada, na semana passada, para que os parlamentares evangélicos rezassem o Pai-Nosso no plenário. O ato ocorreu em resposta à manifestação da modelo transexual Viviany Beleboni, que encenou a crucificação de Cristo na Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo....

No programa SuperPop, pastor defendeu oração dos evangélicos em plena Câmara dos Deputados; apresentadora questionou: “Isso não é errado? Por que o Estado tem de ser neutro, não é?”

Por Redação

Na edição da última segunda-feira (15) do programa SuperPop, a apresentadora Luciana Gimenez questionou o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) sobre o episódio em que uma sessão da Câmara foi paralisada, na semana passada, para que os parlamentares evangélicos rezassem o Pai-Nosso no plenário. O ato ocorreu em resposta à manifestação da modelo transexual Viviany Beleboni, que encenou a crucificação de Cristo na Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo.

“Isso não é errado? Por que o Estado tem de ser neutro, não é?”, perguntou a modelo. “Ali tem pessoas que são budistas, pessoas que são do candomblé, pessoas que não acreditam em nada, aí você para todo mundo para rezar um Pai-Nosso, agora para todo mundo para bater um tambor”, prosseguiu Gimenez. “Na igreja é pra discutir religião. No Congresso, uma pessoa pode dizer ‘ele não me representa’. Quer dizer, ali é para discutir leis, e não pra discutir religião.”

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Incomodado, Feliciano tentou se justificar. “No Congresso é lugar de manifestação, de gritar o que se pensa e defender leis”, pontuou, comparando a oração dos evangélicos ao “panelaço” promovido por petistas recentemente e declarando que o “Estado é laico, mas não é ateu”. A apresentadora, mais uma vez, rebateu: “E o ateu?”. “É, o ateu nesse ponto fica de lado”, confessou o deputado.

Confira, abaixo, o embate (de 30:33 em diante):

 

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