11 de novembro de 2018, 15h34

Apesar de flagrado em foto, Bolsonaro nega crime ambiental e afirma estar em Brasília no dia

“Fui massacrado como deputado federal por um crime ambiental que eu não cometi, porque estão nos autos a data e o horário”, disse

Bolsonaro fotografado pescando em área de proteção ambiental, em 2012 (Foto: Divulgação)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foi fotografado pescando em área de proteção ambiental, em 2012, durante uma atuação do Ibama. Mesmo assim, nesta sexta-feira (9), ele negou e ainda afirmou que apareceu a sua digital no painel de presença na Câmara.

“Eu fui multado em R$ 10 mil na baía de Angra. Data, se não me engano, foi 12 de março de 2012. Mas o que eu me lembro perfeitamente é que foi numa terça-feira, 12h20. Só que, às 15h30, apareceu a primeira digital minha no painel de presença na Câmara. Então, eu não estava lá”, disse Bolsonaro, em live (ao vivo) do Facebook.

No vídeo, ele relata: “Fui aqui, no Ibama do Rio, na superintendência, não teve jeito, me mandaram pro Supremo Tribunal Federal (STF). Respondi por crime ambiental, ralei igual a um cão. Fui massacrado como deputado federal por um crime ambiental que eu não cometi, porque estão nos autos a data e o horário”, disse.

“Nem se eu tivesse pego um foguete em Angra e ido pra Brasília, não dava tempo de eu por o dedo no painel, imagine o produtor rural, obrigado a se submeter aos caprichos de alguns fiscais do Ibama e do ICMBio”, prosseguiu.

Os autos da multa aplicada pelo Ibama, no entanto, incluem a foto de Bolsonaro no momento em que foi flagrado pescando sobre um bote inflável na ilha de Samambaia. O local está dentro da Esec (Estação Ecológica) de Tamoios, categoria de área protegida que não permite a presença humana, na região de Angra dos Reis (RJ).

De acordo com a documentação, o flagrante ocorreu às 10h50 do dia 25 de janeiro de 2012, uma quarta-feira. Os agentes presentes relataram que Bolsonaro se negou a mostrar os documentos e chegou a ligar para o então ministro da Pesca, o hoje deputado federal Luiz Sérgio (PT), para se livrar da autuação, mas sem sucesso.

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