17 de abril de 2018, 22h23

Apoiadores de Lula em Curitiba são agredidos com barras de ferro

Agressões ocorreram durante a realocação do acampamento Lula Livre que, depois de acordo com a Justiça, foi transferido para outro local, também próximo à PF; presidente do PT do Paraná denuncia a negligência do governo local em não fornecer segurança mesmo com o cumprimento do acordo

Foto: Gibran Mendes
Apoiadores do ex-presidente Lula que integram o acampamento Lula Livre em Curitiba (PR) foram agredidos por opositores com barras de ferro na noite desta terça-feira (17). De acordo com Doutor Rosinha, presidente do PT paranaense, as agressões ocorreram durante a realocação do acampamento, que saiu do lugar onde estava desde o dia 7 e foi para um terreno privado a poucas quadras da sede da Polícia Federal onde o ex-presidente Lula está preso. A mudança de local do acampamento foi acordada entre dirigentes petistas e dos movimentos sociais com o Ministério Público, a prefeitura de Curitiba e o comando da...

Apoiadores do ex-presidente Lula que integram o acampamento Lula Livre em Curitiba (PR) foram agredidos por opositores com barras de ferro na noite desta terça-feira (17). De acordo com Doutor Rosinha, presidente do PT paranaense, as agressões ocorreram durante a realocação do acampamento, que saiu do lugar onde estava desde o dia 7 e foi para um terreno privado a poucas quadras da sede da Polícia Federal onde o ex-presidente Lula está preso.

A mudança de local do acampamento foi acordada entre dirigentes petistas e dos movimentos sociais com o Ministério Público, a prefeitura de Curitiba e o comando da Polícia Militar.

“Quando tiramos o acampamento para vir de lá para cá, pessoas foram agredidas com barras de ferro. E mesmo aqui no acampamento, pessoas passam provocando. E nós estamos respeitando a todos. Depois eu sei como acontece: quando há qualquer coisa, são os movimentos que são violentos, e aí vai a Rede Globo contar a versão dela. A versão deles é sempre mentirosa. A verdade é que as pessoas foram agredidas e não têm defesa. Escuta, prefeitura, vocês tem palavra ou não tem? Cadê a segurança?”, disse Rosinha, que informou que já solicitou à PM reforço na segurança do acampamento.


Vídeo: Eduardo Matysiak/Agência PT

 

Confira, abaixo, a nota oficial da organização do acampamento sobre as agressões.

NOTA DO ACAMPAMENTO LULA LIVRE EM REPÚDIO CONTRA AGRESSÕES
Ontem (16), pela manhã, a organização do Acampamento Lula Livre esteve reunida com representantes da Procuradoria do município de Curitiba, do Ministério Público, da Comissão de Direitos Humanos da OAB, do Comando da Polícia Militar, e com o assessor da governadora Cida Borghetti.
Foi acordado nesta reunião que o acampamento seria realocado para terrenos privados, nas proximidades da Polícia Federal.
Cumprindo esta exigência, a organização do acampamento Lula Livre solicitou ao Governo do Estado e à Secretaria de Segurança Pública, que mantivessem nos locais de acampamento ao menos uma viatura policial, para garantir a segurança dos acampados. Acordo que, até o momento, não tem sido cumprido pelos órgãos de segurança pública. 
Os acampados foram realocados para dois terrenos privados, conforme acordo, próximos à Polícia Federal. A falta de segurança levou a um ataque aos acampados localizado na esquina das ruas Joaquim Nabuco e São João, que foram atacados quando atravessavam a Avenida Paraná.
Um grupo de torcedores, que se autoidentificaram como integrantes da torcida do Coritiba Foot Ball Club , da Império Alviverde, agrediu agora à noite integrantes do MST, que ficaram feridos.
A organização do acampamento Lula Livre exige dos órgãos de segurança pública uma resposta quanto ao não cumprimento do acordo estabelecido em reunião. Ainda pede que as medidas cabíveis sejam tomadas e que a segurança seja efetiva nos locais onde permanecem os acampados.
Não seremos intimidados, nossa organização e mobilização seguirá forte! 
Acampamento Lula Livre
17 de abril de 2018