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16 de julho de 2018, 07h43

Após 25 anos em queda, mortalidade infantil volta a subir no país

"Políticas de proteção social não podem sofrer cortes nem ajuste orçamentário para o equilíbrio das contas públicas", aponta Denise Cesario, da Fundação Abrinq

O índice de mortalidade infantil voltou a aumentar no Brasil, pela primeira vez, desde 1990. Segundo dados do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade de 2016 ficou em 14 óbitos infantis a cada mil nascimentos, um aumento próximo de 5% sobre o ano anterior. Os números inéditos foram obtidos pela Folha de S. Paulo e indicam que para 2017, a previsão é que a taxa fique, no mínimo, em 13,6 (contra 13,3 de 2015). Entre as causas, chama a atenção o aumento de 12% entre 2015 e 2016 nas mortes de menores de cinco anos por diarreia (de 532 para...

O índice de mortalidade infantil voltou a aumentar no Brasil, pela primeira vez, desde 1990. Segundo dados do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade de 2016 ficou em 14 óbitos infantis a cada mil nascimentos, um aumento próximo de 5% sobre o ano anterior.

Os números inéditos foram obtidos pela Folha de S. Paulo e indicam que para 2017, a previsão é que a taxa fique, no mínimo, em 13,6 (contra 13,3 de 2015).

Entre as causas, chama a atenção o aumento de 12% entre 2015 e 2016 nas mortes de menores de cinco anos por diarreia (de 532 para 597). Mortes por diarreia estavam em queda desde 2013.

O Ministério da Saúde aponta a epidemia do vírus da zika e a crise econômica como responsáveis pelo crescimento. Já a Fundação Abrinq chama a atenção para o corte de verbas e contingenciamento de orçamentos de programas como o Bolsa Família e a Rede Cegonha, de apoio às mães na gestação e puerpério.

“Políticas de proteção social não podem sofrer cortes nem ajuste orçamentário para o equilíbrio das contas públicas. Isso impacta muito na sobrevivência das famílias pobres e extremamente pobres”, disse Denise Cesario, gerente executiva da Fundação Abrinq, na Folha.

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Cuba alcança índice mais baixo de sua história

Enquanto por aqui, 2016 teve 14 mortos para cada mil habitantes, Cuba anunciou recentemente a taxa mais baixa de sua história. Segundo dados divulgados da Direção de Registros Médicos e Estatísticos de Saúde do país, o índice de 2017 foi de 4 por cada 1 mil nascidos vivos. Lá, nos últimos dez anos, o número tinha se mantido em 5.

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