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26 de abril de 2019, 14h47

Após Bolsonaro vetar comercial do BB, peças publicitárias passarão pelo aval do general Santos Cruz

Governo informou às agências de publicidade contratadas que, a partir de agora, todas as peças deverão ser submetidas ao escrutínio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), comandada pelo ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz

General Santos Cruz e Bolsonaro (Divulgação/Presidência da República)
Um dia depois de Jair Bolsonaro (PSL) vetar a divulgação de um vídeo publicitário do Banco do Brasil e exonerar o diretor de Comunicação e Marketing do banco, Delano Valentim, o governo informou às agências de publicidade contratadas que, a partir de agora, todas as peças deverão ser submetidas ao escrutínio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), comandada pelo ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz. Até então, somente os comerciais institucionais, ou seja, que visam a reforçar uma determinada marca, costumavam passar pela Comunicação do Planalto. As informações são do jornal O Globo. Ações mercadológicas, como a peça...

Um dia depois de Jair Bolsonaro (PSL) vetar a divulgação de um vídeo publicitário do Banco do Brasil e exonerar o diretor de Comunicação e Marketing do banco, Delano Valentim, o governo informou às agências de publicidade contratadas que, a partir de agora, todas as peças deverão ser submetidas ao escrutínio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), comandada pelo ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz.

Até então, somente os comerciais institucionais, ou seja, que visam a reforçar uma determinada marca, costumavam passar pela Comunicação do Planalto. As informações são do jornal O Globo.

Ações mercadológicas, como a peça derrubada por Bolsonaro, cuja finalidade é ampliar participação da estatal no setor, na maioria das vezes, precisavam apenas da chancela da instituição que a encomendava.

A campanha publicitária do Banco do Brasil, marcada pela diversidade, trazia atores e atrizes negros e jovens tatuados usando anéis e cabelos compridos. O objetivo era atingir a juventude.

Assista ao vídeo vetado por Bolsonaro

Veja também:  No Twitter, Bolsonaro diz que "infelizmente nossa constituição não permite prisão perpétua"

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