15 de agosto de 2018, 20h02

Após centenas de demissões, Abril ingressa com pedido de recuperação judicial

Com uma dívida de cerca de R$ 1,6 bilhão, a empresa fechou diversas revistas e promoveu demissões, que podem chegar a 800 profissionais

“Veja” é uma das poucas revistas do Grupo Abril que ainda não fecharam – Foto: Abril/Divulgação Responsável por títulos como “Veja” e “Exame”, o Grupo Abril protocolou, nesta quarta-feira (15), pedido de recuperação judicial, segundo reportagem de Fernando Scheller, do Estado de S.Paulo. A solicitação acontece uma semana após promover o encerramento de revistas e inúmeras demissões, que podem chegar a 800 profissionais. A manobra foi chamada pela direção da empresa de reestruturação de seus ativos. A dívida total da empresa chega a aproximadamente R$ 1,6 bilhão. Ao final de julho, a consultoria norte-americana Alvarez & Marsal assumiu o comando...

“Veja” é uma das poucas revistas do Grupo Abril que ainda não fecharam – Foto: Abril/Divulgação

Responsável por títulos como “Veja” e “Exame”, o Grupo Abril protocolou, nesta quarta-feira (15), pedido de recuperação judicial, segundo reportagem de Fernando Scheller, do Estado de S.Paulo. A solicitação acontece uma semana após promover o encerramento de revistas e inúmeras demissões, que podem chegar a 800 profissionais. A manobra foi chamada pela direção da empresa de reestruturação de seus ativos.

A dívida total da empresa chega a aproximadamente R$ 1,6 bilhão. Ao final de julho, a consultoria norte-americana Alvarez & Marsal assumiu o comando do dia a dia da companhia. Entre os títulos que encerraram atividades estão revistas “Elle” “Cosmopolitan”, “Casa Claudia”, “Arquitetura” e “Minha Casa”. A “Boa Forma” deixará de circular. “Veja” é uma das poucas que continuam a circular, pelo menos pr enquanto.

Conhecida por assumir negócios em dificuldades, como a Casa & Vídeo e a Brasil Pharma (negócio de farmácias do BTG), a Alvarez & Marsal colocou um executivo próprio – Marcos Haaland – como presidente da Abril, há cerca de duas semanas. Com sua entrada, Giancarlo Civita, neto do fundador do grupo, Victor Civita, deixou a presidência.