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23 de maio de 2019, 16h54

Após dois anos, PMs são indiciados por agressão de Luana Barbosa em Ribeirão Preto

A Polícia Civil indiciou três policiais militares pela morte de Luana Barbosa dos Reis, de 34 anos, agredida durante uma abordagem em Ribeirão Preto (SP)

(Foto: Reprodução/TV)
A Polícia Civil indiciou nesta semana, três policiais militares pela morte de Luana Barbosa dos Reis, de 34 anos, supostamente agredida durante uma abordagem em Ribeirão Preto (SP). Em abril de 2016, Luana Barbosa foi abordada pelos policiais militares Douglas Luiz de Paula, André Donizete Camilo e Fábio Donizeti Pultz na periferia de Ribeirão Preto, quando levava seu filho, de 14 anos, à aula de informática. Negra e lésbica, a vítima foi espancada após solicitar presença de uma policial feminina para ser revistada – o procedimento para revista feminina é recomendado pela legislação brasileira. Luana voltou para casa, mas começou...

A Polícia Civil indiciou nesta semana, três policiais militares pela morte de Luana Barbosa dos Reis, de 34 anos, supostamente agredida durante uma abordagem em Ribeirão Preto (SP).

Em abril de 2016, Luana Barbosa foi abordada pelos policiais militares Douglas Luiz de Paula, André Donizete Camilo e Fábio Donizeti Pultz na periferia de Ribeirão Preto, quando levava seu filho, de 14 anos, à aula de informática. Negra e lésbica, a vítima foi espancada após solicitar presença de uma policial feminina para ser revistada – o procedimento para revista feminina é recomendado pela legislação brasileira.

Luana voltou para casa, mas começou a apresentar febre alta e acabou internada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Ela morreu cinco dias depois, em 13 de abril de 2016, em decorrência de isquemia cerebral e traumatismo crânio-encefálico, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML).

Em maio de 2016 a ONU Mulheres e o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) divulgaram nota pedindo “investigação imparcial” sobre a morte de Luana Barbosa dos Reis.

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No texto publicado no site das Nações Unidas, a organização afirma que “a morte de Luana é um caso emblemático da prevalência e gravidade da violência racista, de gênero e lesbofóbica no Brasil”. Segundo a Relatora Especial da ONU sobre questões de minorias, o número de afrodescendentes mortos em ações policiais é três vezes maior do registrado entre a população branca no Estado de São Paulo.

O inquérito segue em aberto no âmbito da Polícia Civil acompanhado também pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo.

 

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