Imprensa livre e independente
30 de outubro de 2018, 17h59

Após eleição de Bolsonaro, Human Rights Watch faz “chamado urgente para proteção de direitos”

Entidade internacional de direitos humanos destaca que Bolsonaro endossa práticas abusivas que confrontam o Estado Democrático de Direito e informa que "monitorará de perto" o governo do capitão da reserva

Reprodução
A Human Rights Watch, uma das maiores entidades de defesa dos direitos humanos no mundo, divulgou no domingo (28), logo após a confirmação da vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na eleição presidencial do Brasil, um  comunicado em que faz um “chamado urgente para a proteção de direitos”. No texto, em que são destacadas falas de José Miguel Vivanco, diretor das Américas da Human Rights Watch, a entidade cita falas e posturas de Bolsonaro consideradas anti-democráticas e episódios de violência e intolerância contra jornalistas, mulheres, negros e LGBTIs durante a campanha eleitoral. “O Brasil tem juízes independentes, promotores e defensores públicos...

A Human Rights Watch, uma das maiores entidades de defesa dos direitos humanos no mundo, divulgou no domingo (28), logo após a confirmação da vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na eleição presidencial do Brasil, um  comunicado em que faz um “chamado urgente para a proteção de direitos”.

No texto, em que são destacadas falas de José Miguel Vivanco, diretor das Américas da Human Rights Watch, a entidade cita falas e posturas de Bolsonaro consideradas anti-democráticas e episódios de violência e intolerância contra jornalistas, mulheres, negros e LGBTIs durante a campanha eleitoral.

“O Brasil tem juízes independentes, promotores e defensores públicos dedicados, jornalistas corajosos e uma sociedade civil vibrante. A Human Rights Watch se unirá a eles na resistência contra qualquer tentativa de erodir os direitos e as instituições democráticas que o Brasil construiu com tanto esforço nas últimas três décadas”, disse o diretor da entidade.

No texto, a Human Rights destaca ainda que Bolsonaro, por décadas, endossou “práticas abusivas que violam o Estado Democrático de Direito” e informa que “monitorará de perto” o governo do capitão da reserva.

Veja também:  Maioria do STF vota para impedir Bolsonaro de acabar com conselhos federais criados por lei

“A Human Rights Watch acompanhará de perto a retórica e as ações do governo de Bolsonaro. Continuaremos fazendo nosso trabalho rigoroso e independente de investigação e pressão por mudanças de políticas públicas, como temos feito nas últimas décadas, na defesa dos direitos humanos de todos os cidadãos brasileiros, independentemente de gênero, orientação sexual, raça, filiações políticas ou crenças religiosas”, diz o texto.

Confira a íntegra aqui.

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum