04 de dezembro de 2018, 18h50

Após gritaria e bate-boca, votação do “Escola sem Partido” em comissão é suspensa

“Vamos seguir obstruindo, porque essa é a melhor resposta e a única que temos diante de um movimento parlamentar fundamentalista”, declarou a deputada Maria do Rosário (PT-RS)

Deputada Maria do Rosário (PT-RS) – Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Depois de muita discussão, entre deputados e manifestantes, a sessão da comissão especial da Câmara, que tentava votar nesta terça-feira (4) o projeto “Escola sem Partido” foi suspensa, em função da abertura da ordem do dia no plenário da Câmara dos Deputados. Foram registrados bate-boca e gritaria de grupos favoráveis e contrários ao projeto, de acordo com Mariana Tokarnia, da Agência Brasil.

“A sessão está acontecendo dentro do ambiente de normalidade regimental, a oposição cumpre o papel de fazer obstrução e quem tem voto tenta votar. O problema é que a oposição, quando não tem voto, tenta ganhar no grito”, afirmou o presidente da comissão especial “Escola sem Partido”, Marcos Rogério (DEM-RO).

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Foram votados dois dos seis requerimentos apresentados pela oposição para obstruir a votação. Além dos requerimentos, há, até o momento, 26 destaques. De acordo com o presidente, a discussão poderá ser retomada depois da sessão plenária, caso ela não se estenda, ou poderá ser reiniciada nesta quarta-feira (5).

Em qualquer um dos casos, a estratégia da oposição será continuar a obstrução. “Vamos seguir obstruindo, porque essa é a melhor resposta e a única que temos diante de um movimento parlamentar fundamentalista que transformou a Câmara dos Deputados em um espaço que não é mais laico, é uma guerra religiosa”, declarou a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

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