13 de novembro de 2018, 19h26

Após muita discussão, votação do projeto “Escola Sem Partido” é adiada pela quarta vez

Projeto polêmico causou intensas discussões na sessão da comissão especial, nesta terça-feira (13); ainda não há precisão de data para votação

ERika Kokay – Foto: Antonio Augusto/Câmara dos Deputados

Depois de muita discussão, até com ofensas entre os deputados, a votação do projeto “Escola Sem Partido” foi adiada pela quarta vez consecutiva, sem que tenha havido a leitura do relatório, durante mais um bate-boca protagonizado na sessão da comissão especial, de acordo com informações de Mirthyani Bezerra, do UOL. Não há previsão de data para votação.

Antes da interrupção, o relator do projeto, deputado Flavinho (PSC-SP), ofendeu a deputada Erika Kokay (PT-DF) a chamando de “mentirosa” e “dissimulada”. Kokay fez críticas aos colegas de comissão, declarando ter visto parlamentares fazerem símbolos de armas com os braços contra os educadores presentes.

“Quero rebater essas mentiras que estão sendo ditas pela deputada Erica Kokay”, disse Flavinho. “Eu estou com a palavra, deputada. Respeite a palavra do relator. Mentirosa, mostre no projeto aonde é que criminaliza professor. Não seja mentirosa e dissimulada”, disse.

Marcos Rogério, interveio pedindo cordialidade e respeito mútuo aos parlamentares. Quando retomou a palavra, Kokay fez críticas a Rogério: “Vossa Excelência tem que ter a postura de um presidente. Quem ocupa a presidência não pode ficar emitindo opiniões, nem fazendo sorrisos, caras e bocas, de forma irônica. Tem que manter a imparcialidade que o cargo exige ou então tem que abrir mão da condição de ser presidente”.

Depois, Kokay se dirigiu a Flavinho: “Não é com ofensas, chamando de mentirosa, de dissimulada ou coisa que o valha, que vai se tentar calar. Nós estamos aqui defendendo a liberdade de cátedra, e o que estamos vendo nessa proposição é uma proposição que fere a constituição de forma muito aberta e que busca calar as escolas”.

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