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24 de agosto de 2016, 14h16

Após perseguições, rádio comunitária da Bahia lança campanha para continuar em funcionamento

Representantes da rádio Coité FM denunciam perseguições da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), apreensão de transmissores, multas e condenação penal da emissora.

Representantes da rádio Coité FM denunciam perseguições da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), apreensão de transmissores, multas e condenação penal da emissora

Por Redação

A rádio baiana Coité FM lançou nesta terça-feira (23) uma campanha, em parceria com a Artigo 19 e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc Brasil), para arrecadar fundos para o veículo, que tenta há 18 anos uma outorga de funcionamento no Ministério das Comunicações. Os responsáveis pela Coité denunciam perseguição e criminalização das atividades da emissora.

Segundo eles, a rádio já sofreu represálias da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), apreensão de três transmissores, multas e condenação penal dos representantes legais pela ausência da outorga. Agora, a campanha “Apoie a Rádio Coité FM” busca conseguir verbas para a continuação do projeto, além de evidenciar, internacionalmente, o cerceamento da liberdade de expressão.

Um dos organizadores é Piter Junior, nome pelo qual é conhecido o radialista Zacarias de Almeida Silva, que foi condenado a dois anos de prisão e ao pagamento de multa de R$ 10 mil por exploração clandestina de radiofusão.

Pedro Martins, conselheiro da Amarc Brasil, afirma que o caso é emblemático e não é o único, uma vez que reflete o cotidiano de muitas rádios comunitárias no país. A campanha – que tem como meta angariar R$ 11.500 para quitação de multas, honorários de advogados e substituição de equipamentos confiscados – ficará online durante 60 dias e recebe doações por cartão de crédito ou boleto.

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Foto: Reprodução